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22 anos de prisão

Afilhado que matou padrinho no ES por dívida de R$ 50 mil é condenado

Durante o julgamento no Tribunal do Júri, o MPES demonstrou que o crime foi premeditado: Elias Oliveira dos Santos atraiu Amarildo Domingos Leite Cote para emboscada e atirou

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 11:03

Beatriz Caliman

Publicado em 

09 set 2025 às 11:03
Amarildo Domingos Leite Cote, de 38 anos, em 31 de agosto de 2023
Amarildo Domingos Leite Cote, de 38 anos, em 31 de agosto de 2023 Crédito: Reprodução/Redes sociais
Um homem foi condenado a 22 anos de prisão por matar o próprio padrinho de casamento, Amarildo Domingos Leite Cote, de 38 anos, em 31 de agosto de 2023, na zona rural de Iúna, na Região do Caparaó, no Espírito Santo. Segundo o Ministério Público Estadual (MPES), Elias Oliveira dos Santos cometeu o crime por uma dívida de cerca de R$ 50 mil com a vítima.
Durante o julgamento no Tribunal do Júri, o MPES demonstrou que o crime foi premeditado. Elias atraiu a vítima para uma emboscada e atirou. O tribunal reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, segundo o MPES, o juiz destacou a crueldade da execução, a relação de confiança entre réu e vítima e a gravidade dos fatos.
Amarildo Domingos Leite Cote era padrinho de casamento de Elias, e ambos chegaram a trabalhar juntos na mesma empresa. A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa do condenado pelo crime e deixa este espaço aberto para uma manifestação.

Sobre o crime

Inicialmente, segundo a investigação da Polícia Civil na época, Elias Oliveira dos Santos foi considerado testemunha, pois estava com a vítima a bordo de uma picape Fiat Strada no momento do crime. Ele contou que uma motocicleta com dois ocupantes teria ultrapassado o veículo, o que o teria obrigado a parar. Em seguida, um dos suspeitos teria sacado uma arma de fogo e atirado várias vezes em Amarildo, que estava no banco do carona.
Porém, a equipe de investigação descobriu poucos dias depois que a versão apresentada pelo suspeito não era verdadeira quando confrontada com os demais indícios e evidências. Ele foi preso no dia 11 de outubro de 2023, por meio de um mandado de prisão. No interrogatório, o suspeito confessou que a vítima foi executada com cinco tiros enquanto estava distraída no interior do veículo, sem chance de defesa.

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