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Vitória

Saldanha da Gama vai virar museu da colonização no ES

Proposta da Fecomércio, de R$ 3,5 milhões, foi aceita; antes, a prefeitura pedia propostas acima de R$ 5 milhões, mas ninguém manifestava interesse

Publicado em 22 de Fevereiro de 2018 às 23:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 fev 2018 às 23:41
Ex-sede do Clube Saldanha da Gama, com uma área de 4 mil m2 Crédito: Vitor Jubini
O Saldanha da Gama se tornará o Museu da Colonização do Solo Espírito-Santense. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio) venceu a seleção pública para receber o imóvel para uso de museu, com encargo financeiro de R$ 3,5 milhões e o compromisso de restauro da edificação em 10 anos.
O anúncio foi feito pelo prefeito Luciano Rezende nesta quinta-feira (22). O próximo passo será a assinatura do contrato do município para oficializar o repasse da edificação da antiga sede do Clube Regatas Saldanha da Gama, em um terreno de 4.031,28 m². A Fecomércio demonstrou interesse na aquisição do imóvel, após a publicação do edital de chamamento. O prazo para apresentação de propostas se encerrou na última terça-feira (20).
Segundo o prefeito, Luciano Rezende, esta é uma importante ação para a revitalização do Centro, já que os recursos dessa transação serão destinados à restauração do Mercado da Capixaba.
Após duas tentativas de venda do imóvel por licitação, a um valor de R$ 5 milhões, o município conseguirá dar uma destinação cultural e turística ao imóvel, que está fechado. "O Mercado da Capixaba promete ser um novo espaço de lazer, a partir do restauro projetado pelos arquitetos da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec). Serão dois espaços valiosos para cultura e turismo”, afirmou a titular da Sedec, Lenise Loureiro.
FECOMÉRCIO
Segundo José Lino Sepulcri, presidente da Federação Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio), há mais de um ano a Prefeitura lançou edital de venda do imóvel. Na ocasião, estabeleceu valor acima R$ 5 milhões. A federação mostrou interesse em adquirir o local, mas contratou três empresas para avaliar imóvel.
"Segundo os peritos, o local custava cerca de R$ 3,5 milhões. Nós tivemos interesse na compra para criar um museu. Entramos em contato com a Secretaria de Desenvolvimento e falamos que no valor de R$ R$ 3,5 milhões nós éramos candidatos para a compra. Fizeram um novo edital, com o novo valor, e só houve uma proposta de compra, que foi a nossa", explicou.
Sepulcri completou que a Fecomércio oficializou interesse de compra e agora aguarda a carta da prefeitura oficializando a Federação como vencedores. A ideia é que o museu esteja pronto até o final de 2019.
"Vamos adquirir o imóvel, manter toda estrutura arquitetônica e transformá-lo no Museu da Colonização do Solo Espírito-santense. Deveremos gastar R$ 6 milhões a mais para colocá-lo nas condições que pretendemos. Vamos disponibilizar em torno 50 vagas estacionamento, fazer reformas e incluir um elevador panorâmico para que o visitante tenha visão total da Baía de vitória. Nossa previsão para o fim da obra é de 18 meses. Ou seja, até final de 2019 o museu estará totalmente pronto com tecnologia de alta", garantiu.

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