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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica aqui, diariamente, informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Torino Marques deve aceitar relatoria de processo contra Assumção

Corregedoria da Assembleia vai investigar possível quebra de decoro parlamentar. Em discurso, Assumção ofereceu R$ 10 mil do próprio bolso para quem matar assassino

Publicado em 18/09/2019 às 10h33
Atualizado em 18/09/2019 às 13h59
Torino Marques é colega de Assumção no PSL. Crédito: Tati Beling/Ales
Torino Marques é colega de Assumção no PSL. Crédito: Tati Beling/Ales

O deputado estadual Torino Marques (PSL) disse à coluna, na tarde desta quarta-feira (18), que quer assumir a relatoria do processo contra Capitão Assumção (PSL) na Corregedoria Geral da Assembleia Legislativa. "Tenho interesse em participar disso. A tendência é que eu aceite a relatoria."

Torino e Assumção são do mesmo partido. Com Danilo Bahiense e Coronel Quintino, integram a bancada do PSL na Casa de Leis.

O processo em questão é a notícia de fato apresentada à Corregedoria pelo procurador-geral da Assembleia, Rafael Teixeira de Freitas, pedindo investigação em face de Assumção por possível quebra de decoro parlamentar, no discurso em que o deputado ofereceu R$ 10 mil do próprio bolso para quem matar o assassino da jovem Maiara Freitas, no último dia 11.  

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Torino contou à coluna nesta terça-feira (17) que foi indicado para ser relator do caso, mas ainda relutava em aceitar.

CONSULTA

Perguntamos a Torino se ele, pessoalmente, vê algum impedimento ético em assumir a relatoria do caso por ser do mesmo partido que Assunção. Devido à relação partidária, ele poderia declarar a própria suspeição e dar-se por impedido.

Sobre esse ponto, o deputado respondeu que vai consultar os pares na Corregedoria e o presidente estadual do PSL, Carlos Manato, mas reforçou que, pessoalmente, gostaria de assumir a relatoria.

Torino também já antecipou juízo de valor sobre a conduta de Assumção no caso específico. Nesta terça (17), em entrevista à coluna, declarou que o colega de bancada fez uma "fala feroz", mas "no calor do momento" e movido pela consternação com o assassinato da jovem.

Na manhã desta quarta-feira (18), à rádio CBN, Torino afirmou que não vê quebra de decoro por parte de Assumção no episódio.

No artigo 14, § 1º, o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia, incorporado ao Regimento Interno, indica que membros da Corregedoria não podem antecipar juízo de valor sobre um caso concreto, devendo “observar o sigilo e a discrição inerentes à natureza de sua função”, “sob pena de imediato desligamento e substituição”.

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