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Assembleia Legislativa

Investigado por comercializar MMS no Espírito Santo é ouvido por CPI

O presidente da CPI, deputado Vandinho Leite, afirmou que Jorge Gonçalves acabou se contradizendo e admitindo a prática de venda de um produto ilegal. A CPI vai pedir a quebra de sigilo bancário para apurar a dimensão desse esquema
Caique Verli

Publicado em 

18 jun 2019 às 17:09

Publicado em 18 de Junho de 2019 às 17:09

Jorge Gonçalves anunciou em grupo no Facebook que deixaria venda de MMS. Em outro grupo, no WhatsApp, participantes se revoltaram com o fim da comercialização Crédito: Reprodução
Investigado pela polícia na participação de um esquema de venda pela internet de remédio falso que prometia cura para autismo e câncer, Jorge Gonçalves foi ouvido, na manhã desta terça-feira (18) na CPI dos Crimes Cibernéticos da Assembleia Legislativa. Inicialmente ele negou que vendia o chamado MMS, que na verdade é o dióxido de cloro, corrosivo e utilizado em produtos de limpeza. Mas ao longo da fala, acabou admitindo que comprava a substância por R$ 60 e repassava para outras pessoas por R$ 90. Ele usava as redes sociais para fazer propaganda do medicamento. 
Investigado por comercializar MMS no Espírito Santo é ouvido por CPI
O presidente da CPI, deputado Vandinho Leite, afirmou que Gonçalves acabou se contradizendo e admitindo a prática de venda de um produto ilegal. Ele contou que a CPI vai pedir a quebra de sigilo bancário do suspeito para apurar a dimensão desse esquema. 
"Está claro a prática de crimes. Alguns detalhes vão ser investigados ainda para se aprofundar. Mas ele admitiu que realmente vendia. Sobre a parte financeira em si, ele permaneceu em silêncio, mas está claro para nós que têm os crimes e vamos investigar junto com a Delegacia de Crimes Cibernéticos para saber o tamanho da movimentação financeira", disse o deputado. 
Jorge Gonçalves, de 58 anos, se apresentou como pastor da Serra e disse que apenas compartilhava o material para ajudar amigos, embora tenha dito que cobrava uma taxa para fazer entregas. O laboratório citado por Jorge como a empresa onde ele comprava o MMS também será convocada para prestar esclarecimentos na CPI. 
Jorge se negou a responder quantos remédios entregava por semana e qual a forma de pagamento do material. Disse que parou de comercializar o produto assim que soube que a venda era ilegal. Declarou ainda que administrava um grupo no Facebook com cerca de 70 mil pessoas e também 14 grupos no WhatsApp nos quais compartilhava informações sobre medicina alternativa.
Jorge não quis dar entrevista na saída da CPI porque disse que estava muito nervoso. A advogada dele, Damaris Rizzi, também estava presente à comissão, mas não quis se manifestar e disse que enviaria uma nota falando sobre o caso, o que não foi feito até o fechamento desta reportagem. O delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), confirma que Jorge é investigado pela Polícia, mas não quis dar detalhes da investigação.
Segundo especialistas, o efeito que o MMS causa no organismo depende diretamente da concentração do produto que for ingerida. Isso porque em doses pequenas, a substância pode causar náuseas ou vômito. Mas, em concentrações mais altas e se tomadas com frequência o produto pode gerar até uma úlcera. É que, equivalente à água sanitária, o elemento corrói as paredes do estômago e intestinos por ter propriedades que queimam a pele. Desde junho de 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a fabricação, distribuição, comercialização e uso do MMS. 

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