ASSINE

Com estrutura corroída, Segunda Ponte vai ser revitalizada

Obras na via, que interliga Vitória, Vila Velha e Cariacica, estão programadas para começar nesta segunda-feira (14)

Publicado em 13/10/2019 às 06h00
Atualizado em 13/10/2019 às 06h01
 Segunda Ponte - Ligação entre Vitória, Vila Velha e Cariacica vai passar por obras. Crédito: Vitor Jubini
 Segunda Ponte - Ligação entre Vitória, Vila Velha e Cariacica vai passar por obras. Crédito: Vitor Jubini

Depois de 40 anos de sua inauguração, em 13 de outubro de 1979, a Segunda Ponte vai passar por obras que vão revitalizar toda a sua estrutura. Na parte seca, que é o viaduto Governador Gerson Camata - da Avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha, ao encontro da ponte, em Vitória -  as intervenções estão programadas para ter início nesta segunda-feira (14), um dia após o aniversário da importante via, que interliga Vitória, Vila Velha e Cariacica. 

A previsão é de Luiz César Maretto Coura, diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (DER-ES), órgão ao qual cabe a intervenção nesse trecho. A mobilização para o canteiro de obras já foi feita sob o viaduto e, no início da semana, máquinas começam a ser instaladas para a realização das obras. 

O serviço de manutenção será realizado em 1,5 quilômetro de extensão do viaduto, e contempla a execução da recuperação e proteção das estruturas, substituição das juntas de dilatação, remoção e instalação de guarda-corpo, substituição do revestimento asfáltico existente, novas sinalizações horizontal e vertical, readequação dos dispositivos de drenagem existentes e remanejamento de postes de iluminação pública.

Maretto frisa que não se trata de reforço da estrutura porque, segundo ele, não há nenhum risco iminente, apesar de laudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) indicar o contrário.  O documento, apresentado em dezembro de 2017,  apontou que a estrutura se encontra em ruínas, com muitas corrosões no concreto e ferragens de sustentação expostas. O presidente do DER-ES ressalta que o serviço é de manutenção, e que o maior desplacamento (desgaste) do concreto encontrado foi de 15 centímetros, num pilar de 6 metros de comprimento por 1,5 metro de largura. 

Área embaixo da Segunda Ponte onde está sendo instalado canteiro de obras. Crédito: José Carlos Schaeffer
Área embaixo da Segunda Ponte onde está sendo instalado canteiro de obras. Crédito: José Carlos Schaeffer

O trabalho vai começar na parte debaixo do viaduto para depois serem feitas as intervenções, em cima, que serão executados à noite para não prejudicar o tráfego. As obras estão orçadas em torno de R$ 6 milhões e têm prazo estimado de 10 meses para conclusão. Maretto não descarta a possibilidade de fazer a nova pavimentação antes mesmo de concluir a parte debaixo da ponte.

Luiz César Maretto Coura 

Diretor-presidente do DER

"Vamos avaliar se, em janeiro, quando normalmente tem menos tráfego de veículos, é possível fazer essa intervenção"

O trecho que vai de Vitória até a descida para Jardim América, em Cariacica, e que faz parte da BR 262 é que, tecnicamente, é a Segunda Ponte. É uma extensão de 1,3 quilômetro sobre o mar, está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), e também será submetida a intervenções. As obras estavam programadas para agosto, depois setembro, mas ainda não começaram. O órgão foi procurado para se manifestar sobre o assunto, mas não deu retorno à reportagem.

Questionado sobre a possibilidade de estadualização desse trecho, Maretto diz que já houve conversas informais sobre o assunto com o Dnit, porém um projeto para  transferência depende, num primeiro momento, da realização das obras programadas em toda a sua extensão e, depois, de apreciação da Assembleia Legislativa. 

VIDA ÚTIL

Sobre as obras serem realizadas após 40 anos, o presidente do DER-ES assegura que, pela vida útil da Segunda Ponte, uma grande intervenção nem precisaria ser feita por agora.

"É evidente que precisa de manutenção e melhorias, mas poderia ficar do jeito que está e durar mais 40 anos.  Tenho muito zelo pela minha profissão e digo: não há riscos. Agora, com as obras que vamos fazer, a vida útil vai para 100 anos", finaliza Maretto. 

A Gazeta integra o

Saiba mais
segunda ponte

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.