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Ano começa com mais casos de gastroenterite e conjuntivite no ES

O calor intenso desta época do ano é um fator que ajuda no aparecimento das infecções. Crianças e idosos são mais vulneráveis à contaminação

Publicado em 02/01/2020 às 20h58
Atualizado em 03/01/2020 às 15h46
Os sintomas da conjuntivite viral podem ser minimizados com colírio lubrificante. Crédito: Divulgação
Os sintomas da conjuntivite viral podem ser minimizados com colírio lubrificante. Crédito: Divulgação

Os radiantes dias do verão, e de férias para muita gente,  são também os mais propensos para desenvolver conjuntivite e gastroenterite.  Segundo especialistas, a busca por unidades de saúde devido a essas doenças sempre aumenta nesta época do ano e, o começo de 2020, não está sendo diferente. 

"É uma estação em que estamos mais expostos a vírus e bactérias, saímos da rotina de alimentação e também ficamos mais expostos ao sol", observa o gastroenterologista Felipe Bertollo. Conheça essas duas doenças, como evitá-las e como tratá-las. 

GASTROENTERITE

A gastroenterite é uma inflamação ou infecção do estômago e do intestino, com origem de vírus ou bactéria.  Ela provoca náusea, vômito e diarreia.  Quando falamos do verão, a alimentação é a principal forma de se contaminar. "A maionese do restaurante, o gelo de água não filtrada ou a comida mal armazenada são exemplos de alimentos que temos que ficar atentos, pois não sabemos a origem", exemplifica Bertollo. 

Outro fator que ajuda a espalhar a gastroenterite é a falta de higiene. "O cuidado de lavar as mãos antes de comer ou colocá-las na boca é necessário, pois é por meio das mãos que as bactérias penetram no tubo digestivo.  Também deve-se evitar grandes aglomerações, pois uma pessoa doente pode transmitir para quem estiver próximo", aponta o gastroenterologista Aureo Paoliello, que é membro da Sociedade de Gastroenterologia do Espírito Santo. 

Os médicos afirmam que, geralmente, a hidratação em casa com ingestão de líquidos,  como água, água de coco, sucos,  somada a uma alimentação equilibrada, podem ser tratamentos caseiros. "Geralmente são auto-limitadas, com início, meio e fim, entre dois e três dias. Alguns remédios prescritos por médicos podem ajudar com o vômito ou a diarreia.  Se não reduzir a  diarreia, torna-se necessária a reposição de líquido intravenosa, ou seja, ir para o hospital e, se for bacteriana, a aplicação de antibióticos para curar a gastroenterite", alerta Paoliello. Também é necessário repouso. 

CONJUNTIVITE

Vermelhidão, coceira, secreção nos olhos e a sensação de ter areia dentro deles são os sintomas da conjuntivite. Mas por que ela aparece mais no verão? "A aglomeração de pessoas,  o contato maior devido às férias, somado ao calor que colabora para que a bactéria  e o vírus se proliferem. Por isso, uma das formas de tratar é colocar um algodão com água boricada gelada nos olhos quando tiver os sintomas", explica o oftalmologista Carlos Bonadiman.

O calor intenso também colabora. "A exposição prolongada ao sol, dias quentes, contribuem para que a imunidade fique mais baixa e, assim, aumentam as chances de desenvolver a doença. Além disso, há a irritação nos olhos, provocada  pelo contato com a água do mar e da piscina, sol e vento", destaca  Liliana Nóbrega Cordeiro, médica oftalmologista. 

A conjuntivite viral tem duração entre cinco e sete dias, podendo ter os sintomas minimizados com a ajuda de soro e água boricada gelada e  colírios lubrificantes. Se for conjuntivite provocada por bactéria, é necessário o uso de antibióticos. "A orientação é  que procure um médico assim que os sintomas aparecerem", sugere Liliana. 

A principal ajuda para evitar o contágio da conjuntivite é a atitude mais simples: lavar as mãos. "Não se transmite pelo ar, mas sim pelo contato com objetos e alimentos. Não tem essa de 'se olhar para quem tem conjuntivite, pega'", desmistifica Bonadiman.  

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