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STJ determina que linhas da Itapemirim voltem para empresa de SP

STJ determina que linhas da Itapemirim voltem para empresa de SP

Decisão anterior do Tribunal de Justiça transferia as operações para a Viação Águia Branca, que previa iniciar o serviço em outubro

Publicado em 10 de setembro de 2025 às 19:13

Empresa capixaba teve falência decretada no fim de 2022 pela Justiça paulista e as linhas foram arrendadas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) atendeu ao pedido da Suzantur e determinou que as linhas da Itapemirim continuem com a transportadora paulista por meio do processo de arrendamento e não sejam assumidas pela Águia Branca, que havia conseguido o direito de operar o serviço após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A expectativa da viação capixaba era iniciar as operações em outubro.

Em decisão proferida na terça-feira (9), a qual A Gazeta teve acesso, o desembargador Sérgio Kukina, relator do caso, disse que há razoabilidade para acatar as alegações da transportadora paulista.

“O debate a ser realizado deverá privilegiar a continuidade das atividades empresariais e a maximização da arrecadação de recursos para a massa, em respeito ao princípio da função social da empresa, que opera no ramo de transporte interestadual de passageiros, e a preservação da atividade econômica, orientada a que se possibilite a quitação dos débitos perante os credores falimentares”, manifestou.

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Decisão do STJ

Cuida-se de Pedido de tutela cautelar antecedente, com pedido de liminar, apresentado por Transportadora Turística Suzano, com o fito de emprestar efeito suspensivo ao nobre apelo, pendente de juízo de prelibação, interposto nos autos do agravo de instrumento (Processo nº 2042892-16.2025.8.26.0000), assim solucionado na instância de origem.

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Para Sérgio Kukina, deve haver a continuidade das operações pela Suzantur. O desembargador ainda manifestou que deve ser realizado o leilão definitivo dos ativos da Itapemirim, que incluem as linhas, para evitar novas prorrogações no contrato de arrendamento.

A reportagem de A Gazeta procurou a Águia Branca para saber se a viação vai recorrer da medida, mas a empresa afirmou que não irá se manifestar.

O que a Suzantur alega?

As linhas ficaram com a Suzantur por mais de dois anos por meio de um processo de arrendamento, uma vez que ainda não ocorreu o leilão definitivo da Itapemirim.

Com o arrendamento chegando ao fim, o juízo de primeira instância deferiu a prorrogação emergencial para a Suzantur por mais 180 dias. 

Contudo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, ao apreciar os agravos de instrumento, afastou a possibilidade de prorrogação do contrato com a Suzantur e determinou a continuidade do processo competitivo para a celebração de um novo arrendamento emergencial, com homologação da proposta mais vantajosa.

A Águia Branca deu um lance de R$ 36 milhões por ano e a Justiça paulista concluiu que a adoção de um novo arrendamento, em caráter emergencial, seria mais benéfico à massa falida e aos credores.

O Tribunal de Justiça validou a transferência das linhas para a Águia Branca. Inconformada, a Suzantur entrou com o pedido de tutela cautelar antecedente no STJ, em 3 de setembro. 

A defesa da Suzantur alegou que ao assumir as linhas da Itapemirim, precisou iniciar as operações praticamente do zero, demandando investimentos vultuosos, inclusive com a aquisição de novos ônibus. Por essa razão, o contrato de arrendamento dos ativos, em decisão confirmada pelo Tribunal de Justiça, continha cláusulas de salvaguarda da transportadora paulista, garantindo-lhe direito a indenização por todos os investimentos comprovadamente realizados ao longo do arrendamento.

Foi marcado, então, o leilão definitivo dos bens da Itapemirim. No entanto, outras transportadoras questionaram a inclusão das salvaguardas que beneficiariam a Suzantur. Por conta disso, o certame não ocorreu e um novo edital foi publicado em 2025. Houve, porém, novos pedidos de impugnação, o que levou a um novo processo de arrendamento.

A defesa da Suzantur entende que um novo arrendamento não faz sentido e defendeu a realização do leilão, que já deveria ter ocorrido desde março de 2025

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