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Publicado em 31 de julho de 2025 às 19:24
Quase metade do que foi comercializado pelo Espírito Santo com os Estados Unidos, no ano passado, entrou na lista de isentos da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump. No dia 9 de julho, ele havia anunciado que taxaria produtos do Brasil e, na quarta-feira (30), a Casa Branca publicou a ordem executiva sobre a taxação.>
O documento isentou quase 700 produtos brasileiros das sobretaxas. Segundo estudo do Observatório Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2024, o Estado exportou 74 dos 694 produtos incluídos na lista de isentos do tarifaço norte-americano. Essas exceções representaram 47,1% do total comercializado com os EUA. As tarifas tiveram prazo de início estendido e agora passam a valer a partir de 6 de agosto.>
Entre os itens produzidos no Estado que entraram na lista de isentos estão pedras de cantaria, celulose, minério de ferro e ferro fundido. Já granitos trabalhados, mármores, travertinos, café e produtos de café terão taxação de 50%. Vale lembrar que as tarifas aos produtos de aço e de alumínio, que atualmente somam 50%, estão mantidas e seguem outro decreto, publicado anteriormente e válido para outros países, além do Brasil.>
A Findes, em posicionamento emitido nesta quinta (31), defendeu a ampliação do diálogo e da negociação com o governo dos EUA para proteger os interesses da economia capixaba e nacional. >
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“Os Estados Unidos são um importante parceiro comercial e o principal destino das exportações do Espírito Santo, representando 28,6% das exportações do Estado em 2024”, comenta o presidente da Findes, Paulo Baraona. >
Ainda no posicionamento, a Findes afirma que a indústria capixaba vem enfrentando sérios desafios desde o anúncio da tarifa, em 9 de julho. Uma pesquisa primária, sem cárter amostral, realizada pelo observatório da entidade entre 21 e 29 de julho, mostra que 81% das empresas respondentes, majoritariamente do setor de rochas ornamentais, tiveram exportações aos EUA suspensas ou canceladas. >
Também houve relatos de aumentos nos preços de exportação, dificuldades logísticas, variações cambiais, atrasos e elevação de custos operacionais. >
"A Findes entende que o tarifaço dos EUA representa um novo choque econômico mundial, agravado por um cenário global cada vez mais protecionista. Porém, agora, mais do que nunca, é preciso pensar no que vem a seguir e a articulação estratégica para mitigar os efeitos sobre a economia local será fundamental nesse processo", conclui a entidade.>
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