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Paralisação de atividades da Vale em Minas pode impactar produção no ES

Mineradora trabalha com uma reserva de suprimentos que permite contornar a interrupção de fornecimento em um primeiro momento, mas caso se prolongue, pelotização poderá ser afetada

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 15/01/2022 às 17h39

A paralisação de atividades da Vale em Minas Gerais, desde a segunda-feira (10), pode, em breve, começar a impactar a produção da mineradora no Espírito Santo. O motivo para a parada temporária dos Sistemas Sudeste e Sul foi o nível elevado de chuvas no Estado mineiro. A mina de Brucutu é uma das afetadas e está entre as principais responsáveis por abastecer a planta de Tubarão.

Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que transporta os insumos, também está parada em função dos temporais. Fontes do setor ouvidas por A Gazeta explicaram que a interrupção do funcionamento do trem de cargas, mais do que a paralisação das minas, pode vir a prejudicar as atividades de pelotização em território capixaba caso a situação se prolongue por muitos dias.

Trem de carga da Vale transportando minério na ferrovia Vitória x Minas, em Serra, ES.
Trem de carga da Vale que transporta minério na ferrovia Vitória x Minas não está circulando. Crédito: Vitor Jubini

Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria, observa que a mineradora trabalha com uma reserva de suprimentos que permite contornar a interrupção de fornecimento em um primeiro momento.

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“A princípio, não há impacto. Há uma reserva de insumos que dura, no mínimo, uma semana, talvez até mais. É claro que preocupa, mas tudo depende do tempo de paralisação. Caso se prolongue por mais de duas semanas, por exemplo, aí sim pode haver algum impacto.”

Já outra fonte com experiência no segmento da mineração, que preferiu não ser identificada, esclareceu que o minério estocado pela Vale geralmente dura cerca de 10 dias. Assim, a princípio, caso tudo se resolva até meados da próxima semana, não haverá problemas.

Por outro lado, se a paralisação da ferrovia ultrapassar este período, impedindo a chegada de insumos, poderá haver desabastecimento para as atividades de pelotização, que gradualmente precisariam ser reduzidas. “Por enquanto, não há nada declarado, mas a ferrovia está com diversos pontos debaixo d’água.”

A Vale foi questionada a respeito de possíveis impactos nas operações do Espírito Santo em função dadas chuvas em Minas Gerais, mas não se manifestou sobre o assunto.

A decisão sobre a interrupção temporária das atividades no estado mineiro, na segunda-feira (10), fez com que a cotação internacional do minério de ferro disparasse, ultrapassando US$ 130 por tonelada, sob o temor de desabastecimento. Usiminas, CSN e Gerdau também pararam as atividades em Minas Gerais em razão das chuvas que assolam a região.

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