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Inflação: custo de vida na Grande Vitória cai 0,08% em maio

Região Metropolitana capixaba mostrou retração nos preços de itens como habitação e alimentos. No país, IPCA do quinto mês de 2022 é o mais baixo desde abril de 2021, afirma IBGE

Tempo de leitura: 3min

Enquanto no Brasil, a inflação ficou com saldo positivo em maio. No Grande Vitória, houve recuo, como mostra o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi de 0,08% na Região Metropolitana capixaba, enquanto o resultado nacional foi de 0,47 em maio.

A deflação nesse mês foi mais intensa no segmento de habitação (3,09). Também ocorreu queda no valor de venda de alimentos e bebidas (0,74). No quesito artigos de residência, o IPCA ficou nulo, ou seja, não houve nem alta nem baixa. O restante dos segmentos seguiu com aumentos.

Cenoura e tomate
Cenoura e tomate começaram a ter retração nos preços. Crédito: Carlos Alberto Silva

AS MAIORES BAIXAS NA GRANDE VITÓRIA EM MAIO

  • Cenoura: -41,90%
  • Tomate: -29,93%
  • Tubérculos: -25,98%
  • Uva: -12,72%
  • Mamão: -12,05

AS MAIORES ALTAS NA GRANDE VITÓRIA EM MAIO

  • Cebola: 28,16%
  • Banana-da-terra: 12,58%
  • Manga: 12,20%
  • Farinha de trigo: 9,22%
  • Pedágio: 7,33%

NO PAÍS, VARIAÇÃO É A MAIS BAIXA DESDE ABRIL DE 2021

A alta de 0,47% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio foi a variação mais baixa desde abril de 2021, quando o índice foi de 0,31%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 9.

No mês de maio de 2021, o IPCA tinha sido de 0,83%. A taxa em 12 meses passou de 12,13% em abril para 11,73% em maio. A meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central é de 3,5%, que tem teto de tolerância de 5%.

As famílias brasileiras gastaram 1,70% a menos com habitação em maio, uma contribuição de -0,26 ponto porcentual para a taxa de 0,47% registrada pelo IPCA no mês, informou o IBGE.

O recuo foi puxado pela queda de 7,95% no custo da energia elétrica, que resultou numa contribuição de -0,36 ponto porcentual para a inflação. Desde 16 de abril, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, extinguindo a cobrança extra na conta de luz em vigor desde setembro do ano passado pelo acionamento da bandeira tarifária de Escassez Hídrica, que acrescentava R$ 14,20 a cada 100Kwh consumidos. No entanto, houve reajustes nas tarifas de Fortaleza, Recife, Salvador, Aracaju e Campo Grande.

Ainda em Habitação, o gás de botijão recuou 1,02%, e a taxa de água e esgoto subiu 2,73%, com reajustes em São Paulo e Curitiba O gás encanado aumentou 2,23%, com reajustes no Rio de Janeiro e Curitiba.

Alimentação

O grupo Alimentação e bebidas saiu de um aumento de 2,06% em abril para uma elevação de 0,48 em maio, dentro do IPCA. O grupo contribuiu com 0,10 ponto porcentual para a taxa de 0,47% do IPCA do último mês.

A alimentação no domicílio aumentou 0,43% em maio. Houve queda nos preços do tomate (-23,72%), batata-inglesa (-3,94%) e cenoura (-24,07%, embora a variação acumulada desse alimento em 12 meses ainda seja de 116,37%). O maior impacto positivo dentro do grupo dos alimentos foi do leite longa vida, com alta de 4,65% e contribuição de 0,04 ponto porcentual. O item já acumula uma elevação de 28,03% no ano.

Os preços da cebola subiram 21,36% m maio, maior variação positiva do IPCA no mês. A alimentação fora do domicílio aumentou 0,61%. O lanche avançou 1,08%, e a refeição fora de casa subiu 0,41%.

Transportes

Os gastos das famílias com transportes passaram de alta de 1,91% em abril para um avanço de 1,34% em maio, um impacto de 0,30 ponto porcentual sobre a taxa de 0,47% registrada pelo IPCA em maio.

A alta no grupo em maio foi puxada pelo aumento de 18,33% nas passagens aéreas, que já tinham subido em abril (9,48%). O item foi o maior impacto individual sobre a inflação do mês, 0,08 ponto porcentual, juntamente com os produtos farmacêuticos, que subiram 2,51% no grupo Saúde e cuidados pessoais (1,01%).

Em maio, os combustíveis ficaram 1,00% mais caros. A gasolina aumentou 0,92%, mas o etanol recuou 0,43%.

Ainda em Transportes, o ônibus urbano subiu 0,06%, com reajuste das passagens em Aracaju. O táxi ficou 0,72% mais caro, com reajustes nas tarifas em São Paulo e Fortaleza.

Os ônibus intermunicipais subiram 1,19%, com avanços em três áreas: Belo Horizonte, Aracaju e Porto Alegre.

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