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Executivo responsável pela liquidação do Master já atuou em casos do ES

Executivo responsável pela liquidação do Master já atuou em casos do ES

Servidor aposentado com experiência de 39 anos no Banco Central, Daniel Vorcaro foi escolhido para atuar no caso que causou prejuízos aos mercados financeiro e de capitais

Publicado em 20 de novembro de 2025 às 15:04

O Banco Central indicou na quarta-feira (19) o servidor aposentado do BC Eduardo Félix Bianchini para atuar no caso do Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada na terça-feira (18). Ele é, atualmente, dono da EFB Regimes Especiais de Empresas.

Experiente na área, com 39 anos de dedicação ao BC, Bianchini já liderou a liquidação de outras nove instituições financeiras e tem "amplos poderes" de administração, como prevê a Lei 6.024, de 1974.

A Dacasa estava no mercado há 35 anos e contava com 18 lojas somente no Espírito Santo. A empresa também estava presente na Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Já a corretora Uniletra nasceu no Espírito Santo em 1968 e começou na área de câmbio da Unicafé, uma das maiores companhias exportadoras do grão em todo o mundo. Em 2001, a empresa entrou para a Bovespa e começou a atuar na área de investimentos, comercializando ativos, como ações, títulos de renda fixa, entre outros tipos de aplicações financeiras.

Fachada do Banco Master, em São Paulo
Fachada do Banco Master, em São Paulo Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Entre outros casos, Bianchini já foi liquidante do Banco Cruzeiro do Sul, que teve o caso encerrado em 2015 após problemas na contabilidade e descumprimento das normas do sistema financeiro.

Atuou também no Banco BVA, que sofreu intervenção em 2013 e entrou em liquidação extrajudicial em 2014. Focada em empresas médias, a instituição financeira enfrentava dificuldade para levantar capital exigido para manter os empréstimos e as provisões necessárias para devedores duvidosos.

Em 2018, Bianchini conduziu a liquidação da Gradual Investimentos, que foi encerrada em 2019 após "graves violações às normas legais e regulamentares" e "existência de prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores", como disse o BC em nota na época.

O ex-servidor também foi liquidante das corretoras Um Investimentos (liquidação extrajudicial encerrada em 2021), S. Hayata (encerrada em 2019), Pioneer (2016) e Moeda (2016).

O que faz o liquidante

Segundo a legislação, o liquidante tem como função verificar e classificar os créditos da instituição financeira. Ele pode ainda nomear e demitir funcionários, outorgar e cassar mandatos, propor ações e representar o banco na Justiça ou fora dela.

Seus honorários são fixados pelo Banco Central, e ele terá 60 dias, prazo que pode ser prorrogado, para apresentar um relatório à autoridade monetária sobre o caso do Master.

Esse documento deverá trazer detalhes sobre a situação econômico-financeira da instituição, a indicação de possíveis atos e omissões danosos que tenham sido verificados e uma proposta das providências que devem ser tomadas.

Histórico do liquidante do Master

  • 2012 - intervenção no Banco BVA
  • 2015 - liquidação extrajudicial do Cruzeiro do Sul
  • 2015 - liquidação extrajudicial da Pioneer Corretora de Câmbio
  • 2017 - liquidação extrajudicial da S. Hayata Corretora de Câmbio
  • 2018 - liquidação extrajudicial da Gradual Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários
  • 2019 - liquidação extrajudicial da Um Investimentos Corretora de Títulos e Valores Mobiliários
  • 2020 - liquidação extrajudicial da Dacasa Financeira
  • 2020 - liquidação extrajudicial da Uniletra Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários
  • 2025 - liquidação extrajudicial do Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank, Master Corretora; Raet do Banco Master Múltiplo

Com informações da Agência FolhaPress.

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