O Espírito Santo registrou saldo negativo de 287 empregos com carteira assinada em agosto, segundo dados do Novo Caged, divulgados terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar de permanecer no vermelho pelo terceiro mês consecutivo, o resultado representa uma melhora em relação a julho, quando o Estado fechou 2.605 postos de trabalho.
Em agosto, foram registradas 49.238 admissões e 49.525 desligamentos no Estado. Em junho, o saldo também havia sido negativo, com o encerramento de 2.259 vagas formais.
A redução das perdas em agosto foi de aproximadamente 89% na comparação com julho. O resultado, no entanto, ainda coloca o Espírito Santo entre as três unidades da Federação que tiveram mais desligamentos do que contratações no mês, ao lado de Rio Grande do Sul e Rondônia.
O desempenho negativo foi influenciado, principalmente, pela agropecuária, que fechou 1.497 postos de trabalho. O resultado está relacionado ao encerramento de atividades sazonais da safra do café, conforme explicação do Ministério do Trabalho e Emprego.
A agropecuária foi o setor que mais fechou vagas formais no Espírito Santo em agosto. Foram 1.497 postos a menos, resultado que superou as perdas registradas pela indústria geral, responsável pelo fechamento de 376 empregos.
Na indústria, o resultado foi influenciado, principalmente, pelas atividades de transformação, que encerraram 444 vagas. Já as indústrias extrativas tiveram saldo positivo de 46 postos.
Na direção oposta, três dos cinco grandes grupos econômicos apresentaram saldo positivo no Estado. O comércio abriu 612 vagas, seguido pela construção civil, com 488, e pelos serviços, com 486 postos.
O resultado dos serviços foi influenciado por transporte, armazenagem e correio, que criaram 491 empregos formais. A administração pública, educação, saúde humana e serviços sociais também tiveram saldo positivo, com 290 vagas.
Dentro desse grupamento, a educação abriu 295 postos e a saúde humana e serviços sociais, 29. Já o segmento de alojamento e alimentação fechou 82 vagas.
Entre os municípios capixabas, Cariacica registrou o maior saldo positivo de empregos formais em agosto, com 636 vagas criadas. Foram 3.830 admissões e 3.194 desligamentos.
Viana aparece na sequência, com saldo de 270 postos, seguida por Nova Venécia, com 151, e Alfredo Chaves, com 108. Vitória também teve resultado positivo, com 99 vagas.
Na outra ponta, Vila Velha apresentou o maior saldo negativo entre os municípios do Estado, com o fechamento de 861 postos de trabalho. O município contabilizou 6.086 admissões e 6.947 desligamentos.
Serra e Aracruz também tiveram mais demissões do que contratações, com saldos negativos de 211 e 212 vagas, respectivamente.
Apesar dos três meses consecutivos de saldo negativo, o Espírito Santo mantém resultado positivo no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, o Estado registrou a criação líquida de 21.403 empregos formais, com crescimento de 2,34% no estoque de vínculos.
Nos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o saldo é de 15.763 postos de trabalho, com variação positiva de 1,71%.
Na contramão do resultado capixaba, o mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de 165.827 empregos em agosto. O número representa crescimento de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram criadas 154.683 vagas.
O resultado nacional foi consequência de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Todos os cinco grandes setores econômicos apresentaram saldo positivo, com destaque para serviços, que abriu 110.346 postos.
Na sequência aparecem construção, com 20.848 vagas; indústria, com 16.613; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452 empregos formais.
No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil registrou 1.134.033 novos postos de trabalho, uma redução de 25,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo havia sido de 1.516.881 vagas.
O estoque de empregos formais no país chegou a 48,2 milhões de vínculos em agosto.