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Desemprego volta a subir e atinge 238 mil trabalhadores no ES

Taxa de desocupação ficou em 11,1% no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos três meses do ano, indicador estava em 10,3%, segundo dados da Pnad-C, divulgados pelo IBGE

Publicado em 15/05/2020 às 12h17
Atualizado em 15/05/2020 às 13h13
Fila de desempregados em busca de uma oportunidade de trabalho
Fila de desempregados em busca de uma oportunidade de trabalho. Crédito: Bernardo Coutinho - 29/05/2019

Embora tenha começado a avançar com mais velocidade em meados de março no Espírito Santo, a pandemia do novo coronavírus já tem reflexos no mercado de trabalho. O desemprego voltou a subir e atingiu 238 mil trabalhadores no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-C), divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos três meses do ano, eram 222 mil profissionais nessa situação.

Com a inclusão de 16 mil no grupo daqueles que tentam uma vaga no mercado de trabalho, mas não encontram, a taxa de desemprego capixaba passou de 10,3 % entre outubro e dezembro de 2019 para 11,1% entre  janeiro e março deste ano, o maior indicador desde o primeiro trimestre de 2019, quando a taxa era de 12,1%. 

Os números também apontam para uma tendência na redução das vagas de emprego formal devido à Covid-19, que tem levado ao isolamento social e a paralisação de algumas atividades econômicas.  Os dados da Pnad revelam uma queda no número de trabalhadores de carteira assinada: 660 mil estavam empregados no primeiro trimestre deste ano contra 673 mil em dezembro passado. 

Também houve retração nos postos de trabalho de funcionários informais da iniciativa privada, que passaram de 244 mil para 239 mil.  Para o trabalhador doméstico, houve perda de 8 mil vagas formais e de 2 mil em serviços de diarista.

SUBOCUPADOS E DESALENTADOS

O levantamento ainda aponta que entre janeiro e março o número de desocupados e subocupados por insuficiência de horas trabalhadas representava 327 mil pessoas, mil a mais do que o último trimestre de 2019. A estabilidade é resultado da retração na quantidade de pessoas que vivem de bico, que passou de 104 mil para 89 mil. No entanto, parte dessas pessoas pode ter migrado para o grupo de desalentadas que cresceu em 7 mil, saindo de 34 mil para 41 mil pessoas.

INDÚSTRIA PERDE  17 MIL POSTOS DE TRABALHO

Um dos setores mais atingidos pela pandemia desde o início do ano, antes mesmo de o vírus circular no Brasil, a indústria mostrou uma forte redução no número de pessoas ocupadas no setor no primeiro trimestre do ano. Eram 226 mil pessoas empregadas no segmento até dezembro de 2019, mas o número caiu para 209 mil, uma redução de 17 mil de ocupações. É o pior resultado para o segmento desde o segundo trimestre de 2018, de acordo com o IBGE.

CONSTRUÇÃO CIVIL TEM 14 MIL OCUPADOS A MENOS

A atual crise também tem provocado reflexos no setor da construção civil. Desde o início da série história da Pnad-C em janeiro de 2012, o segmento não apresentava um número tão baixo de trabalhadores ocupados. No primeiro trimestre deste ano, eram 118 mil ocupados contra 132 mil entre outubro e novembro de 2019.

Antes dessa nova Pnad, o menor número de ocupados no setor, de 125 mil trabalhadores, foi registrado no primeiro trimestre de 2017 quando o país atravessava a crise financeira provocada pelos erros na condução econômica, que levou ao aumento do endividamento público.

COMÉRCIO PERDE 9 MIL TRABALHADORES

Ainda que seja um dos setores mais afetados pela pandemia, por causa do fechamento por quase dois meses das principais atividades, o comércio apresentou uma retração menor no número de ocupados que os outros setores. O segmento que empregava 363 mil até dezembro de 2019 passou a ter 354 mil ocupados no primeiro trimestre.

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