A Ecovias Capixaba, concessionária que administra a BR 101 no Espírito Santo, vai iniciar a construção de dois contornos urbanos no trecho norte da rodovia, nos municípios de Fundão e Ibiraçu, em julho. Com investimento de R$ 373 milhões, a expectativa é de que as obras gerem 2,6 mil empregos diretos e indiretos. A previsão é que os trabalhos sejam finalizados em 2029.
O contorno de Ibiraçu terá 4,2 km, enquanto o de Fundão terá 11,4 km de extensão.
Em Ibiraçu, o projeto tem gerado discussão antes mesmo do início das obras, uma vez que um casarão centenário está entre os 20 imóveis que serão desapropriados para a duplicação da rodovia.
Durante o evento Conexões, promovido pela Ecovias Capixaba em parceria com a Rede Gazeta, na manhã desta terça-feira (31), o diretor-superintendente da concessionária, Roberto Amorim Junior, afirmou que as famílias atingidas pela desapropriação serão realocadas e indenizadas.
“O contrato já prevê uma forma da gente apoiar a família até na realocação. É uma obrigação contratual, inclusive há verba para a gente fazer esse apoio. O que a gente acaba tendo, às vezes, é uma dificuldade nesse início da conversa para poder aplicar o questionário, para identificar se essa família é vulnerável. Dentro desse processo que a gente tentou essa aproximação, acabou tendo a opção da família de judicializar. Quando judicializa, a gente não tem mais controle, mas a gente sempre vai estar aberto para discutir possibilidades”, manifestou.
Segundo o diretor-superintendente, mesmo com a decisão da Justiça de dar 60 dias para que o casal de idosos deixe o imóvel, não deve haver atraso no início da construção do contorno. Anteriormente, o prazo para o local ser desapropriado era até 26 de março.
“Obviamente que a gente não quer impactar ninguém, mas impacto zero, por mais que nós estudemos cenários, é praticamente impossível, acaba causando algum impacto”, avaliou.
O diretor-superintendente explicou que, em um dos estudos feitos para evitar a demolição do casarão, o imóvel ficaria no meio de uma rotatória, o que afetaria a estrutura da construção e inviabilizaria a moradia.
“A movimentação de obra, naturalmente, até por ser um casarão bem antigo, poderia de alguma maneira abalar a estrutura. Então, não dá para a gente garantir a segurança de alguém continuar vivendo ali e a gente executando as obras”, explicou.
Já em relação ao contorno de Fundão, o diretor-superintendente disse que, mesmo a extensão sendo maior, não foram encontrados desafios em relação à desapropriação e também não devem ocorrer atrasos no início das obras.