Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Clima das montanhas

Cidade tem um recanto aconchegante que carrega frio até no nome

Famoso pelas altas temperaturas, o município surpreende moradores e visitantes com o clima ameno e as belezas naturais de uma localidade a 40 quilômetros da sede

Publicado em 19 de Agosto de 2020 às 01:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 ago 2020 às 01:45
São Pedro do Frio, localidade a 40 quilômetros da sede de Colatina
São Pedro do Frio, localidade a 40 quilômetros da sede de Colatina Crédito: Divulgação/Claudio Costa
Gabriela Fardin
Há quem diga que Colatina só tem duas estações: o verão e a estação de trem. Por causa das temperaturas sempre muito elevadas, geralmente acima dos 30 graus, o município do Noroeste do Espírito Santo já ganhou a fama de ser um dos mais quentes do Estado, e é apelidado carinhosamente de “Calortina”. O alto-relevo e o imponente Rio Doce compõem a geografia que é favorável ao calor.
Mas nem só de suor vivem os colatinenses. Pelo menos não para os que moram na localidade de São Pedro Frio, a 40 quilômetros da sede do município. E o nome do lugar não é por acaso. A temperatura por lá é 5 graus inferior à da cidade e, durante o inverno, fica abaixo dos 10 graus na madrugada.
A região é coberta pela mata Atlântica preservada, e possui muitas corredeiras e quedas d’água. Já as árvores conhecidas como quaresmeiras e as suntuosas paineiras-rosas (também chamadas de árvores barrigudas) dão mais cor ao caminho que leva até a parte mais alta de São Pedro Frio, onde está a famosa serra da Cangalha, a 670 metros de altitude. Outra atração é o mirante, a 620 metros, de onde é possível avistar uma paisagem belíssima. Do alto, as formações rochosas também se destacam. A mais famosa é a Pedra da Baleia, que recebeu o nome por ter o formato semelhante ao do animal marinho.
Esses pontos estão em propriedades particulares e recebem cada vez mais visitantes, que vão em busca da tranquilidade e do contato com a natureza, além da possibilidade de registrar as melhores fotos. Por isso, muitos moradores decidiram explorar o potencial turístico de São Pedro Frio. O produtor Laudelino Louret Soares mora às margens da estrada principal e já observou o aumento do número de visitantes.
“Os fins de semana são muito movimentados. São carros de passeio, pessoas de bicicleta, grupos de jipeiros e de motociclistas. Todo mundo vem conhecer e explorar a região”, constata. Há muitos anos, o produtor aproveita a localização estratégica para vender produtos, industrializados e caseiros, para os visitantes, mas, com a movimentação crescente, ele pretende ampliar o negócio. “Até o fim deste ano, quero construir um bar, com estrutura para receber as pessoas, servir um café e, futuramente, até refeições. A ideia é construir esse espaço próximo à cachoeira que existe na minha propriedade”, completa.

AGRICULTURA FAMILIAR E TURISMO

Atualmente, 500 famílias moram em São Pedro Frio e vivem, basicamente, da agricultura familiar. A atividade econômica principal é o café. Quase todas as lavouras são de conilon, mas ainda existem algumas áreas plantadas com arábica, variedade mais recorrente nas áreas de montanha. No entanto, o clima ameno permite o cultivo de outras variedades como a lichia, presente em dez propriedades.
O produtor Braz Bolsoni apostou na uva para cultivar em suas terras
O produtor Braz Bolsoni apostou na uva para cultivar em suas terras Crédito: Divulgação/Claudio Costa
O produtor Braz Bolsoni apostou na uva. Começou com 150 pés em 2011 e, hoje, já cultiva duas mil plantas. As 600 que estão em produção renderam 4 toneladas na colheita deste ano. Parte da uva é fornecida ao município, por meio de programas de aquisição de alimentos,  parte é vendida para parceiros e na propriedade.
“Os visitantes colhem a uva direto no pé, pagam e levam para casa. É uma opção a mais de renda para não ficarmos dependendo apenas do café”, conta Braz. Atualmente, ele cultiva as variedades Niágara e Izabel, que são melhores para o consumo in natura. Mas o produtor tem planos de investir em outras variedades, porque também quer fabricar o suco e o vinho para diversificar a produção. Braz  decidiu ainda plantar a exótica pitaia. Ele tem 200 pés das variedades branca e vermelha, que devem começar a produzir no ano que vem.
Por meio da Associação dos Produtores Rurais, 200 agricultores de São Pedro Frio também participam de programas do governo para aquisição de alimentos, e fornecem os produtos para instituições filantrópicas de Colatina. A entidade  possui uma agroindústria, em que 32 mulheres colocam as mãos na massa - literalmente - e ajudam na renda das famílias. Elas fazem pães, bolos e biscoitos de todo tipo e a produção chega a uma tonelada por mês.
Além da agricultura, os produtores de São Pedro Frio também estão apostando no turismo para melhorar a renda. Embora sem um circuito turístico definido formalmente, a associação e alguns moradores abrem as portas para receber os visitantes, atraídos pelas belezas naturais da região, e comercializam os produtos cultivados na roça, além das receitas caseiras.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Com vitória dramática nos pênaltis, Paraguai bate a Alemanha e avança às oitavas de final
Maurício PAraguai Palmeiras
Paraguai elimina a Alemanha nos pênaltis e avança às oitavas da Copa
Imagem de destaque
Os tensos minutos de silêncio para tentar ouvir sobreviventes sob os escombros na Venezuela

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados