Já são quase 40 horas de incêndio na fábrica de chocolates da Cacau Show, no bairro Canivete, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. As chamas, de grandes proporções, atingiram a empresa na manhã de terça-feira (7), e até às 19h desta quarta-feira (8) ainda era possível perceber focos remanescentes.
Apesar disso, de acordo com o boletim divulgado às 18h desta quarta-feira pela assessoria do Corpo de Bombeiros, esses focos estão cada vez menores e o planejamento prevê que a fase de rescaldo comece entre a madrugada e a manhã de quinta-feira (9). O rescaldo consiste em resfriar totalmente o ambiente para evitar a reignição do fogo.
Em entrevista ao Boa Noite ES, da TV Gazeta, o tenente-coronel Sartório, do Corpo de Bombeiros, informou que os ambientes internos da fábrica já estão menos aquecidos. Ainda há calor, fumaça e chamas, mas não nas mesmas proporções da fase inicial do incêndio.
"O incêndio não propagou para outros ambientes. Estamos jogando água nessa massa de material (inflamável) que ainda está queimando. Pelo fato dessa parte ser muito aquecida, a água evapora e volta a eclodir essas chamas, mas nãos mais em grandes proporções. Agora vamos entrar na parte do rescaldo", ressaltou.
Imagens mostram estrago causado pelo fogo em fábrica da Cacau Show
300 mil litros de água
Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho de combate às chamas na fábrica da Cacau Show já consumiu mais de 300 mil litros de água. Ao longo desta quarta-feira (8), os caminhões pipa que prestam apoio no combate realizaram 48 viagens, transportando entre 15 e 20 mil litros de água em cada viagem.
Laudo em 30 dias
O trabalho da perícia do Corpo de Bombeiros para identificar a causa do incêndio na fábrica começou ainda na terça-feira (7). A previsão inicial é que a análise seja concluída no prazo de 30 dias, com a emissão de laudo.
No local, a equipe do Departamento de Investigação, Pesquisa e Prevenção de Incêndios dos Bombeiros começou a coletar informações, mas não pode entrar na edificação enquanto é feito o combate ao fogo. Depois, ainda será necessário aguardar o rescaldo, que é o resfriamento da área para impedir a retomada de focos.
Segundo o coronel Sartório há um grande volume de trabalho pela frente. “O prazo dos trabalhos são 30 dias, nada impede de ser antes, mas caso tenha um volume de trabalho considerável que é a realidade daqui, pode ser até que seja adiado, mas um tempo previsto são 30 dias”, disse o oficial.
Com informações do repórter André Afonso, da TV Gazeta