O filho da aposentada Creuzeli Fardin Simonato, de 67 anos, que morreu após ser atropelada em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 2 de dezembro, se pronunciou sobre as imagens que circulam da ocorrência. Após a divulgação do vídeo que mostra o momento em que a idosa é atropelada, Alan Fardin explica detalhes do acidente e ressalta que, mesmo que a mãe estivesse fora da faixa pedestres, o motorista, que estava embriagado, não prestou socorro.
"Acidentes acontecem, a gente sabe disso. Agora, se você atropelou uma pessoa, o que você tem que fazer? Parar, prestar socorro"
Alan explica que a mãe tinha a visão cansada e, por estar a noite, pode não ter visto o carro. “Ela saiu a pé aqui da minha casa, onde ela tava brincando com os netos, como ela fazia todos os dias. Foi a pé ao supermercado comprar umas coisinhas para os netos. Ao voltar, pela mesma avenida, ela tentou atravessar por um local que não era realmente o que deveria ser para atravessar”.
O filho prossegue dizendo que acredita que a mãe tentou se basear no carro da frente, que estava mais próximo ao acostamento, e não conseguiu ver o de trás. “Foi um movimento muito rápido que ela tentou atravessar e o de trás estava mais ao centro da via e aí teve o contato com o carro”, relembra.
Apesar da Polícia Civil informar que a mulher foi atropelada na faixa de pedestres, nas imagens de videomonitoramento repassadas nesta terça-feira (19) ao repórter Gustavo Ribeiro, da TV Gazeta, não é possível ver com nitidez se há faixa onde ela atravessou. Novamente questionada nesta terça-feira (19), a PCES manteve a nota em que afirma que a vítima foi atropelada na faixa de pedestre, sem prestação de socorro pelo motorista.
No vídeo gravado nesta quarta-feira (20), Alan ressalta que o motorista não prestou socorro à mãe. “Mesmo com a pancada, ele prosseguiu. No meio do caminho ele foi abordado por um motociclista que filmou tudo [...] Ele visivelmente embriagado não deu atenção e foi embora, sendo preso em casa, como se nada tivesse acontecido”, ressalta.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista, identificado como Zeniel Louzada dos Santos, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal grave no trânsito, decorrente de veículo conduzido por motorista com a capacidade psicomotora alterada. Dois dias após o atropelamento, no dia 4 de dezembro, a Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista, sob fiança de R$ 3 mil.
A defesa de Zeniel informou, no dia 4 de dezembro, que o motorista demonstrou estar profundamente arrependido, compreendendo a seriedade das próprias ações, além de expressar total solidariedade à vítima e sua família.
Um dia após a morte da mãe, Alan lamenta os comentários de desconhecidos que estão circulando nas redes sociais. “Parece que estão falando sobre uma partida de futebol e não de uma mãe, de uma vó, de uma filha, uma irmã que perdeu a vida. Uma pessoa que tinha a sua condição de saúde boa”, lamenta.