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Publicado em 9 de setembro de 2025 às 20:54
- Atualizado há 5 meses
Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo furto de R$ 1,5 milhão da agência do Banco do Brasil, na Praia do Canto, em Vitória. O crime aconteceu em novembro do ano passado, quando o condenado ainda era gerente de módulo – cargo equivalente a tesoureiro – no local. Conforme documento judicial, ele confessou os crimes e a esposa dele, Paloma Duarte Tolentino, foi absolvida por insuficiência de provas.>
A sentença, assinada pelo Juiz Luiz Guilherme Risso, da 2ª Vara Criminal de Vitória, diz ainda que ele foi condenado por furto qualificado e lavagem de dinheiro. A decisão aconteceu nove meses após o casal ser preso em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e nove meses após a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), conforme noticiou a coluna de Vilmara Fernandes. >
Na época, as investigações apontaram que os dois estariam tentando atravessar a fronteira com o Uruguai em um Jeep Renegade. Durante depoimento, Paloma contou ter comprado o carro com R$ 74 mil, que era parte dos R$ 80 mil recebidos de Eduardo. Porém, afirmou ao juiz não saber da origem criminosa do dinheiro, já que o companheiro afirmou que fazia parte de um empréstimo para mudarem de Estado. >
No relato ao judiciário, a mulher de 29 anos contou ter sido informada por Eduardo que ele tinha sido transferido de agência de forma emergencial por ameaças feitas pelo ex-marido dela. A mulher ainda comunicou que ele contou sobre a transferência na quarta-feira e que começaria na nova agência já na segunda-feira. >
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Devido à proximidade dos dias, o homem articulou sobre a necessidade de viajarem logo e que teriam que comprar um carro, pois o que tinham estava com pneus gastos e sem manutenção. >
Os detalhes ditos por Paloma durante a audiência foram confirmados por Eduardo. O ex-gerente do Banco do Brasil explicou que mentiu para a esposa ao dizer que o dinheiro vinha de um empréstimo com o banco. Ele também contou que falou para Paloma ter pegado o valor em espécie devido ao processo de divórcio com a ex-esposa. >
Ao ser questionado sobre como decidiu realizar o furto, o condenado justificou ter definido os detalhes sob efeito de drogas e álcool. Entretanto, a explicação não foi aceita. >
“Além disso, não merecem prosperar as alegações do acusado Eduardo de que, em razão da suposta ameaça de morte sofrida, no momento de loucura não conseguiu raciocinar, sob o argumento de que a droga e o álcool afetaram a sua capacidade de tomar a decisão correta e adequada”, explicou o magistrado. >
A negativa se dá pela clareza de detalhes confessados por Eduardo. “Outrossim, o próprio acusado, em seu interrogatório, narrou com impressionante clareza e riqueza de detalhes todas as etapas do crime: a subtração do dinheiro, o acondicionamento em caixas, a dissimulação perante a colega menor aprendiz, a entrega de valores à ex-esposa, a aquisição do veículo em conluio com a corré e, por fim, a fuga, demonstrando total capacidade de articulação e execução”, frisou o magistrado.>
A decisão exemplifica a consciência de Eduardo com as gravações do circuito interno de segurança do Banco do Brasil. Nelas, é possível ver ele entrando no cofre, saindo com caixas - onde ele confessou estar todo o dinheiro - com a ajuda de uma adolescente, que era menor aprendiz. >
De acordo com Eduardo, o valor furtado foi retirado de caixas eletrônicos e depois colocado em um cofre. Logo depois, ele retirou o dinheiro para dissimular a situação. Ele então, por não saber como retirar o dinheiro, pegou caixas do almoxarifado e pediu ajuda a estagiária. Para a jovem, o condenado falou que o conteúdo guardado eram cartuchos de impressora que seriam descartados em outra agência. >
O homem de 43 anos negou apenas ter como destino o Uruguai e sim a cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. >
Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, e Paloma Duarte Tolentino, de 29, foram presos no Rio Grande do Sul, por volta das 17h30 de segunda-feira (18), com R$ 1,5 milhão em dinheiro furtados de uma agência do banco no Espírito Santo, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Estado sulista. Segundo a corporação, eles estavam em um Jeep Renegade fugindo para o Uruguai. >
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Roubo a Bancos, da Polícia Civil do Espírito Santo, ao qual A Gazeta teve acesso, uma gerente do Banco do Brasil comunicou à polícia o furto, que ocorreu na agência Estilo, que fica na Praia do Canto, em Vitória. O suspeito do crime atuava na função de gerente de módulo, cargo equivalente ao de tesoureiro. >
A reportagem também conversou na época com delegado Regional de Santa Maria (RS), Sandro Meinerz, que confirmou que o casal foi preso e autuado por receptação. "No momento, sabíamos que eles estavam com dinheiro produto de furto. Agora, já se sabe que foi o homem que teria furtado o dinheiro", disse ele. >
A operação que resultou nas prisões aconteceu em parceria com Delegacia Especializada de Roubo a Bancos, da Polícia Civil capixaba, e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul. O veículo em que os suspeitos estavam foi interceptado na BR 158, em Santa Maria (RS). >
"Ao revistarem o carro, os policiais encontram dezenas de maços de reais, dólares e euros escondidos em malas e junto ao estepe, alguns maços ainda estavam lacrados em sacos da Casa da Moeda", divulgou a PRF/ES. >
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento. O Banco do Brasil também foi procurado para comentar sobre a condenação. >
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