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Ex-gerente do Banco do Brasil é condenado a 7 anos de prisão por furto de R$ 1,5 milhão no ES

Ex-gerente do Banco do Brasil é condenado a 7 anos de prisão por furto de R$ 1,5 milhão no ES

Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, permanecerá preso em regime semiaberto; já a esposa dele, Paloma Duarte Tolentino, foi inocentada das acusações

Mikaella Mozer

Repórter / [email protected]

Publicado em 9 de setembro de 2025 às 20:54

 - Atualizado há 5 meses

Eduardo Barbosa de Oliveira foi condenado a sete anos em regime semiaberto por furto milionário a banco na Praia do Canto
Eduardo Barbosa de Oliveira foi condenado a sete anos em regime semiaberto por furto milionário a banco na Praia do Canto Crédito: Reprodução | Rede Social

Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo furto de R$ 1,5 milhão da agência do Banco do Brasil, na Praia do Canto, em Vitória. O crime aconteceu em novembro do ano passado, quando o condenado ainda era gerente de módulo – cargo equivalente a tesoureiro – no local. Conforme documento judicial, ele confessou os crimes e a esposa dele, Paloma Duarte Tolentino, foi absolvida por insuficiência de provas.

A sentença, assinada pelo Juiz Luiz Guilherme Risso, da 2ª Vara Criminal de Vitória, diz ainda que ele foi condenado por furto qualificado e lavagem de dinheiro. A decisão aconteceu nove meses após o casal ser preso em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e nove meses após a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), conforme noticiou a coluna de Vilmara Fernandes. 

Na época, as investigações apontaram que os dois estariam tentando atravessar a fronteira com o Uruguai em um Jeep Renegade. Durante depoimento, Paloma contou ter comprado o carro com R$ 74 mil, que era parte dos R$ 80 mil recebidos de Eduardo. Porém, afirmou ao juiz não saber da origem criminosa do dinheiro, já que o companheiro afirmou que fazia parte de um empréstimo para mudarem de Estado. 

No relato ao judiciário, a mulher de 29 anos contou ter sido informada por Eduardo que ele tinha sido transferido de agência de forma emergencial por ameaças feitas pelo ex-marido dela. A mulher ainda comunicou que ele contou sobre a transferência na quarta-feira e que começaria na nova agência já na segunda-feira.

Devido à proximidade dos dias, o homem articulou sobre a necessidade de viajarem logo e que teriam que comprar um carro, pois o que tinham estava com pneus gastos e sem manutenção. 

Eduardo confirmou

Os detalhes ditos por Paloma durante a audiência foram confirmados por Eduardo. O ex-gerente do Banco do Brasil explicou que mentiu para a esposa ao dizer que o dinheiro vinha de um empréstimo com o banco. Ele também contou que falou para Paloma ter pegado o valor em espécie devido ao processo de divórcio com a ex-esposa. 

Ao ser questionado sobre como decidiu realizar o furto, o condenado justificou ter definido os detalhes sob efeito de drogas e álcool. Entretanto, a explicação não foi aceita.

“Além disso, não merecem prosperar as alegações do acusado Eduardo de que, em razão da suposta ameaça de morte sofrida, no momento de loucura não conseguiu raciocinar, sob o argumento de que a droga e o álcool afetaram a sua capacidade de tomar a decisão correta e adequada”, explicou o magistrado.

A negativa se dá pela clareza de detalhes confessados por Eduardo. “Outrossim, o próprio acusado, em seu interrogatório, narrou com impressionante clareza e riqueza de detalhes todas as etapas do crime: a subtração do dinheiro, o acondicionamento em caixas, a dissimulação perante a colega menor aprendiz, a entrega de valores à ex-esposa, a aquisição do veículo em conluio com a corré e, por fim, a fuga, demonstrando total capacidade de articulação e execução”, frisou o magistrado.

A decisão exemplifica a consciência de Eduardo com as gravações do circuito interno de segurança do Banco do Brasil. Nelas, é possível ver ele entrando no cofre, saindo com caixas - onde ele confessou estar todo o dinheiro - com a ajuda de uma adolescente, que era menor aprendiz. 

O homem de 43 anos trabalhava há 12 anos no Banco do Brasil.

De acordo com Eduardo, o valor furtado foi retirado de caixas eletrônicos e depois colocado em um cofre. Logo depois, ele retirou o dinheiro para dissimular a situação. Ele então, por não saber como retirar o dinheiro, pegou caixas do almoxarifado e pediu ajuda a estagiária. Para a jovem, o condenado falou que o conteúdo guardado eram cartuchos de impressora que seriam descartados em outra agência. 

O homem de 43 anos negou apenas ter como destino o Uruguai e sim a cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. 

Relembre o caso 

Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, e Paloma Duarte Tolentino, de 29, foram presos no Rio Grande do Sul, por volta das 17h30 de segunda-feira (18), com R$ 1,5 milhão em dinheiro furtados de uma agência do banco no Espírito Santo, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Estado sulista. Segundo a corporação, eles estavam em um Jeep Renegade fugindo para o Uruguai.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Roubo a Bancos, da Polícia Civil do Espírito Santo, ao qual A Gazeta teve acesso, uma gerente do Banco do Brasil comunicou à polícia o furto, que ocorreu na agência Estilo, que fica na Praia do Canto, em Vitória. O suspeito do crime atuava na função de gerente de módulo, cargo equivalente ao de tesoureiro.

A reportagem também conversou na época com delegado Regional de Santa Maria (RS), Sandro Meinerz, que confirmou que o casal foi preso e autuado por receptação. "No momento, sabíamos que eles estavam com dinheiro produto de furto. Agora, já se sabe que foi o homem que teria furtado o dinheiro", disse ele. 

A operação que resultou nas prisões aconteceu em parceria com Delegacia Especializada de Roubo a Bancos, da Polícia Civil capixaba, e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul. O veículo em que os suspeitos estavam foi interceptado na BR 158, em Santa Maria (RS).

"Ao revistarem o carro, os policiais encontram dezenas de maços de reais, dólares e euros escondidos em malas e junto ao estepe, alguns maços ainda estavam lacrados em sacos da Casa da Moeda", divulgou a PRF/ES. 

A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento. O Banco do Brasil também foi procurado para comentar sobre a condenação. 

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