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Caso Alice Rodrigues

"Ela é minha vida, minha princesa", desabafa bisavó de criança morta na Serra

Antônia Santos é bisavó da menina de apenas 6 anos que foi morta em Carapebus, falou sobre a perda da bisneta e clamou por justiça
Mikaella Mozer

Publicado em 

26 ago 2025 às 16:41

Publicado em 26 de Agosto de 2025 às 16:41

A alegria de ter conseguido ver a bisneta nascer e crescer foi tirada de Antônia Santos em segundos. Ela é a bisavó de Alice Rodrigues, de seis anos, morta ao ser baleada dentro do carro em ataque no bairro Balneário de Carapebus, na Serra, no último domingo (24). Durante o velório da bisneta, nesta terça-feira (26), em Teixeira de Freitas, na Bahia, cidade natal da família, ela desabafou: “Alice é minha vida, minha princesa toda a vida. Minha neta que fica no meu coração”.
Ela conversou com o repórter Alisson Andrade, da TV Santa Cruz, emissora baiana, que entrou ao vivo no Gazeta Meio Dia. Antônia lembrou sobre o amor pela pequena e pediu justiça. A criança estava com os pais voltando de uma tarde na praia quando foram atacados após um 'olheiro' de um grupo criminoso os confundir o veículo que estavam com rivais. 
É muita dor. Uma menina muito sabida, esperta, minha princesa que estava estudando. Era uma criança de seis aninhos que sofreu. A família está desesperada. Justiça, pelo amor de Deus, não deixe a gente nesse sofrimento não. Tirem esses bandidos da linha
Antônia Santos - Bisavó de Alice Rodrigues, vítima de ataque na Serra
Dona Antônia ainda contou que Alice era querida não só pela família, mas por todos que a conheciam.
“Todo mundo ama ela de todo o coração. Era uma menina querida por todo mundo. Faça isso (justiça) por nós, por favor. Eu peço a vocês, a mãe está sofrendo, o pai está sofrendo, a avó fica sofrendo. Todo mundo está desesperado, eu sou uma bisavó que ama os netos e bisnetos demais da conta. Nos ajude, por favor”, clamou Antônia. 
Alice Rodrigues, de 6 anos, morreu após ataque em Carapebus
Alice Rodrigues, de 6 anos, morreu após ataque em Carapebus Crédito: Reprodução | Redes sociais
Os momentos sem a pequena já marcam um vazio na vida dos parentes. Marlene, tia de Alice, questionou quantas crianças vão precisar morrer para que algo seja mudado na segurança do país.
A mulher também deu entrevista ao vivo no telejornal capixaba e clamou pelo direito de ir e vir em segurança pelas vias públicas.
“Não temos palavras para classificar o terror, foi uma tarde de terror. Um pai de família que não pôde se defender para poder livrar a família dele. Clamamos por justiça, porque é o que podemos fazer no momento. Um momento de dor, de sofrimento que não sabemos nem por onde começar", disse Marlene.
Outra familiar, uma prima da Alice, comentou ainda sobre a falta do direito de defesa do pai da criança. “Clamamos por pedido de justiça. Um pai de família que veio de uma tarde de lazer com mulher grávida. Como fica a justiça nesse país? Ele precisou sair de dentro do carro para poder fazer com que eles parassem com tiros", reclamou. 

Relembre o caso

Alice Rodrigues morreu após ser baleada em um carro durante um ataque a tiros em Balneário Carapebus, na Serra, na tarde de domingo (24). Consta em boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar que criminosos armados dispararam várias vezes contra o veículo, onde também estavam o pai e a mãe de Alice, que está grávida. Segundo o secretário estadual de Segurança, Leonardo Damasceno, o pai da menina levou um tiro de raspão. A família – que voltava da praia – foi confundida com criminosos.
Pequena Alice foi morta a tiros dentro do carro da família. Veículo foi confundido por traficantes
Pequena Alice foi morta a tiros dentro do carro da família. Veículo foi confundido por traficantes Crédito: Wagner Martins
A PM relatou no documento que testemunhas contaram aos militares que os atiradores fugiram em direção ao bairro Novo Horizonte após efetuarem os disparos. O pai de Alice, que estava em um Peugeot 207 prata com a família, dirigiu até o Hospital Municipal Materno Infantil (HMMI) da Serra para socorrer a filha, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. Ele também foi atingido por um tiro de raspão e a esposa foi atingida por estilhaços de vidro. Seis pessoas relacionadas ao caso foram presas no dia seguinte ao crime.

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