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Publicado em 6 de maio de 2022 às 17:36
Há dez dias internado, o pequeno João Miguel Trancoso Silva, de 4 anos, que sobreviveu depois cair da janela do 10º andar de um prédio em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. O menino continua internado, mas, agora, com quadro mais estável e em leito de enfermaria. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6), pelo Hospital Maternidade São José, onde a criança está internada. >
O acidente aconteceu no Centro de Colatina, no dia 26 de abril. Na última sexta-feira (29), após ficar quatro dias sedado, João Miguel teve melhora no quadro clínico e acordou do coma induzido. Segundo o pai da criança, Valdecir do Carmo da Silva, o menino teve um edema cerebral e foi submetido ao coma até que o inchaço na região do cérebro diminuísse. >
“Ele acordou, abriu os olhinhos e voltou a dormir. Agora, que ele já saiu da sedação, eu e a mãe dele podemos revezar para passar a noite”, afirmou Valdecir. >
A coordenadora da área pediátrica do Hospital Maternidade São José, Francine Vasconcelos, informou que o menino passou por duas cirurgias, no fêmur e no braço. "Nós já tivemos uma comunicação com o médico que estava no local do acidente, e tudo foi preparado para que, em 15 minutos ele já recebesse atendimento da equipe pediátrica e da neurocirurgia e fosse para o centro cirúrgico”, afirmou. >
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Segundo Francine a recuperação do menino surpreendeu a equipe médica. João Miguel não deve ficar com sequelas da queda.>
Francine Vasconcelos
Coordenadora da área pediátrica do Hospital Maternidade São JoséA previsão é que João Miguel possa receber alta do hospital neste sábado (7), mas a médica explicou que a recuperação para o menino poder voltar a brincar e correr com os amiguinhos ainda pode demorar um pouco mais.>
“Ele está com uma imobilização no fêmur, e também no pé, uma fratura que foi descoberta depois. O fêmur, por ser um osso mais longo, pode demorar mais a se consolidar. Vai ser um acompanhamento semana a semana, e pode demorar até 60 dias para a recuperação total. Ele está liberado para brincar, mas nada que envolva correr, por enquanto", disse.>
Confira na íntegra a nota do Hospital São José:
"Dez dias após ter chegado ao Hospital Maternidade São José depois de ter caído do prédio onde mora, em Colatina, a criança teve alta da UTI Pediátrica. O menino, que continua sob cuidados da equipe médica do hospital, passa bem e seu quadro está estável."
João Miguel Silva caiu na parte interna do prédio — o fosso — que tem oito andares. Segundo informações da Polícia Militar, a queda foi amortecida por uma rede de proteção no segundo andar. A criança foi socorrida e levada para o Hospital Maternidade São José, no município. Com o impacto da queda, a rede de proteção — usada para afastar morcegos e pássaros — se rompeu e o menino caiu no chão.>
João Miguel estava no apartamento com os dois irmãos, de 18 e 20 anos. Segundo o Boletim Unificado (BU) da Polícia Militar, o irmão mais velho informou que estava dormindo. O jovem de 18 anos disse que havia descido até a portaria, e, quando retornou, sentiu falta do irmão caçula. Os dois foram procurar o menino e o encontraram caído. >
Os pais dos três viajaram a trabalho para Minas Gerais. Segundo o pai do menino, Valdecir do Carmo da Silva, ele e a esposa foram informados do acidente e conseguiram voltar para o Espírito Santo à noite. >
Um médico que estava a caminho de uma consulta em uma rua próxima ao prédio fez os primeiros socorros ao menino. O profissional seguia para uma clínica odontológica localizada ao lado do edifício, e a dentista que trabalha na unidade, sabendo que ele é ortopedista e traumatologista, ligou para o homem e pediu ajuda após saber do acidente com a criança.>
Valdecir explicou que a queda ocorreu da janela da cozinha, a única na casa que não tem tela de proteção. >
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Colatina. “Os irmãos da criança já foram ouvidos e a perícia acionada. Detalhes da investigação não serão divulgados, por enquanto”, afirmou a corporação, por nota.>
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