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Pandemia

Covid-19: hospital do Sul do ES recebe medicamento emprestado do governo

Santa Casa de Guaçuí recebeu relaxantes musculares e anestésicos emprestados do Governo do Estado. Unidade diz que estoque é baixo e deve durar sete dias

Publicado em 26 de Junho de 2020 às 19:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jun 2020 às 19:01
santa casa de guaçuí
santa casa de guaçuí Crédito: reprodução
A Santa Casa de Guaçuí, um dos hospitais de referência para o tratamento de pacientes com a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus no Sul do Espírito Santo, recebeu nesta quinta-feira (25) uma remessa contendo anestésicos e relaxantes musculares, emprestados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A unidade divulgou ontem que o estoque de remédios deve durar mais sete dias.
Segundo assessoria do hospital, a instituição recebeu do Governo Estadual 325 ampolas de roncurônio e 300 ampolas de fentanil. O empréstimo, informou a Sesa, é realizado até o hospital receber os seus insumos, que estão em processo de compra.
Apesar da ajuda, a administração da unidade diz que a situação continua preocupante, uma vez que não consegue encontrar medicamentos como relaxantes musculares e anestésicos em estoque no mercado nacional. De acordo com o provedor da Santa Casa de Guaçuí, Gilson Caetano, existe a possibilidade de pacientes até morrerem pela falta dos remédios.
“Temos tido apoio do Governo do Estado nesta logística, mas o problema não é só no Espírito Santo, é em nível nacional e é preciso agir com rapidez. É um cenário que esperamos que não aconteça, mas há possibilidade de pacientes morrerem por falta de medicamentos. Fizemos a cotação com sete empresas fornecedoras, mas a previsão em todas elas é a partir do dia 15 de julho. Hospitais da região têm nos ajudado, mas para eles falta também. É uma situação que requer uma ação imediata do poder público”, disse o gestor, em vídeo divulgado pela unidade nesta sexta-feira (26).

DIFICULDADE

Diante da situação, a Sesa disse, por meio de nota, que todos os estados do país têm enfrentado dificuldades na aquisição de medicamentos sedativos, adjuvantes na sedação e relaxantes musculares utilizados no processo de intubação em pacientes portadores de Covid-19, devido à grande procura nessa situação de pandemia mundial.
Afirmou ainda que a crise não comprometeu o atendimento aos pacientes dos hospitais próprios, mas que alguns filantrópicos já sinalizam dificuldades e, por isso, o Estado tem adotado medidas emergenciais como o empréstimo de medicamentos.
A Sesa disse também que está tentando viabilizar uma compra nacional única com empresas nacionais e internacionais. O assunto é debatido com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por meio de um Termo de Cooperação.
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