Um estudo realizado pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) apontou que a cepa B.1.1.7, variante mais letal e contagiosa do novo coronavírus, foi registrada pela primeira vez no Estado em dezembro de 2020 e, até segunda-feira (22), estava presente em pelo menos 65 municípios, do total de 78 cidades que compõem o território capixaba.
A análise foi feita em cima de amostras de testes para Covid-19 realizadas de março de 2020 a março de 2021. O resultado das pesquisas foi apresentado por Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen-ES, e pelo secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes.
AS CIDADES COM A PRESENÇA DA B.1.7.7 ATÉ 22/03
- Afonso Cláudio
- Águia Branca
- Alegre
- Alfredo Chaves
- Anchieta
- Apiacá
- Aracruz
- Atílio Vivacqua
- Baixo Guandu
- Barra de São Francisco
- Boa Esperança
- Brejetuba
- Cachoeiro de Itapemirim
- Cariacica
- Castelo
- Colatina
- Conceição do Castelo
- Domingos Martins
- Dores do Rio Preto
- Fundão
- Governador Lindenberg
- Guarapari
- Guaçuí
- Ibatiba
- Ibiraçu
- Ibitirama
- Iconha
- Irupi
- Itaguaçu
- Itapemirim
- Itarana
- Iúna
- Jaguaré
- Jerônimo Monteiro
- João Neiva
- Laranja da Terra
- Linhares
- Marataízes
- Marechal Floriano
- Mimoso do Sul
- Montanha
- Mucurici
- Muniz Freire
- Muqui
- Nova Venécia
- Pancas
- Pedro Canário
- Pinheiros
- Piúma
- Ponto Belo
- Presidente Kennedy
- Rio Bananal
- Rio Novo do Sul
- Santa Maria de Jetibá
- Santa Teresa
- São Gabriel da Palha
- São Mateus
- Serra
- Sooretama
- Vargem Alta
- Venda Nova do Imigrante
- Viana
- Vila Pavão
- Vila Velha
- Vitória
VARIANTE MAIS LETAL E TRANSMISSÍVEL
Essa variante se assemelha à cepa do Reino Unido, possui maior facilidade de transmissão entre as pessoas e está mais presente nos infectados com Covid-19 na faixa etária entre 0 e 30 anos. Por ter alto índice de transmissão, o número de infectados por essa variante tem dobrado a cada 15 dias no Espírito Santo. "Essa variante começou sua transmissão nas faixa etárias mais baixas. É uma cepa que se transmite mais fácil, deixando mais suscetíveis até 30 anos, pois interagem mais, não respeitam o isolamento social e não utilizam máscara como deveriam. E são essas pessoas que levam o vírus para dentro da casa de idosos", pontuou Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen-ES.
O diretor do Lacen afirmou que o estudo da variante inglesa aqui no Espírito Santo deve continuar. "A investigação está começando e também vamos analisar a parte clínica de cada portador dessa variante", pontuou.
Nas análises apresentadas pelo Lacen-ES ficou evidente que a variante B1.1.7, com primeiro registro em dezembro de 2020, contribuiu para que o Estado vivesse a terceira onda de crescimento da pandemia. "A expansão tão vigorosa nesses últimos meses deve-se a vários fatores como as interações sem protocolos, a relativização do uso de máscaras, baixa cobertura vacinal, a negação ao risco da doença e, claro, as novas variantes", salientou Rodrigues.
Das amostras analisadas, Piúma e Barra de São Francisco são considerados pelo estudo como epicentros da variante no Espírito Santo.