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Covid-19: médica do ES indica máscara de três camadas contra variantes

Com o surgimento de variantes perigosas do novo coronavírus, o modelo ideal de máscara a ser usado no dia a dia também mudou

Publicado em 24/03/2021 às 15h58
Atualizado em 24/03/2021 às 15h58
Mulher usando máscara
Uso de máscara é fundamental para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Crédito: jcomp/freepik

A máscara - um dos itens mais importantes para evitar a Covid-19 - ganhou ainda mais relevância diante do surgimento de variantes perigosas do novo coronavírus. E a versão cirúrgica - de três camadas - é a mais recomendada para ser usada pela população nesse momento, de acordo com a infectologista Rúbia Miossi. 

Em entrevista à TV Gazeta, no Bom Dia ES, a infectologista explicou o motivo para se adotar máscaras com segurança maior. “Para este momento da pandemia, em que o Estado já registra a presença da mutação da variante originária no Reino Unido, a população em geral deve usar a máscara cirúrgica, que é a de três camadas. Isso porque uma pessoa pode infectar muito mais gente com o coronavírus”, explica.

Segundo a infectologista, as máscaras cirúrgicas não foram utilizadas tão popularmente no início da pandemia porque o País não tinha quantidade suficiente para toda a população, o que fez com que as feitas com tecido, que têm apenas uma camada, caíssem no gosto popular.

A infectologista alertou ainda que as máscaras cirúrgicas devem ser usadas por, no máximo, quatro horas e depois serem descartadas no lixo. “Jogar na rua é falta de cuidado”, salienta.

Já a máscara n95/PFF2 deve ser usada apenas por profissionais de saúde que estão em ambientes onde pacientes com suspeita ou positivos para Covid-19 são atendidos. “São máscaras que podem ser utilizadas por até 30 dias se estiver seca. Também não podem estar sujas e nem devem ser dobradas”, finaliza Miossi.

VACINADOS TAMBÉM PRECISAM USAR 

E mesmo após a imunização contra a Covid-19, é necessário o uso das máscaras para cobrir a boca e o nariz. A recomendação é de pesquisadores, médicos infectologistas e também do secretário Estadual de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes.

Segundo o Secretário, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (23), é necessário manter os protocolos devido a presença de variantes do coronavírus no Estado e a necessidade de mais estudos científicos para verificar a eficiência da vacina contra as novas cepas.

"Já temos relatos de infecção de pacientes que tiveram a Covid ano passado, foram vacinados, e contraíram a doença após 28 dias de vacinação. No entanto, apresentam sintomas leves da doença. Este é um alerta para a população de que é importante interromper a cadeia de transmissão, usar máscaras e não aglomerar. Quem está vacinado, ainda vive em ambiente de circulação do vírus”, disse.

A infectologista Jacqueline Oliveira Rueda também alerta sobre o uso das máscaras mesmo após a imunização contra a doença. “As vacinas não são 100% eficazes. Elas protegem a pessoa de evoluir para o quadro grave da doença, mas não de ser infectada. Para interromper a cadeia de transmissão, os protocolos precisam ser mantidos mesmo após a pessoa ser vacinada. Além disso, médicos e cientistas precisam de mais tempo para entender a eficácia dos imunizantes em uso contra as variantes”, explica.

Rueda também acrescenta a possibilidade de reinfecção do indivíduo . “A reinfecção é cada vez mais comum devido às mutações do vírus. Além das máscaras, os protocolos de higienização devem ser mantidos porque não transmitimos ou nos contagiamos apenas ao expelir ou inalar as gotículas de saliva, mas quando tocar objetos contaminados, podemos nos contaminar, levar o vírus para dentro de casa e contaminar outras pessoas”.

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