ASSINE
Milena Gottardi: seis pessoas serão julgadas pelo assassinato da médica
Milena Gottardi: seis pessoas serão julgadas pelo assassinato da médica. Crédito: Farley Sil/Arte Geraldo Neto

Advogado pede escolta separada para executor de Milena ir ao julgamento

Objetivo  é evitar coações e intimidações a Dionathas Alves Vieira. Em 2018, segundo o advogado e ata constante no processo, o executor sofreu intimidação de Hilário Frasson e Valcir da Silva Dias

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 20/08/2021 às 10h26

O advogado Leonardo da Rocha Souza solicitou na tarde dessa quinta-feira (19) ao Juizado da Primeira Vara Criminal de Vitória que Dionathas Alves Vieira, executor confesso da médica Milena Gottardi, tenha direito a uma escolta especial, sem a presença de outros réus, quando for transportado do presídio para o Fórum Criminal na próxima semana.

Ele solicitou ainda que, enquanto permanecer no Fórum durante os dias do julgamento, que Dionathas fique em uma sala separada dos demais acusados pelo crime da médica. O objetivo é evitar que Dionathas sofra coações ou intimidações.

“Quero garantir a integridade física e moral do Dionathas. Em outra audiência ele sofreu intimidações para mudar o seu depoimento. Isto consta em ata no processo. Queremos garantir a sua segurança. Ele não pode vir na mesma viatura com os demais réus que ele acusa”, explicou Rocha.

INTIMIDAÇÕES OCORRIDAS EM 2018 EM AUDIÊNCIA

O fato aconteceu em 17 de janeiro de 2018. Segundo Rocha, a tentativa de intimidação ocorreu no local onde ficaram os presos no Fórum de Vitória. Dionathas e Bruno ficaram separados dos outros quatro réus apenas por uma parede. A intimidação partiu de outros dois réus: Hilário Frasson, ex-marido da vítima, e Valcir da Silva Dias, apontado como um dos intermediadores do crime.

Leonardo da Rocha Souza

Advogado do réu Dionathas

"Eles (Hilário e Valcir) disseram que iriam pagar advogado para fazer a defesa de Dionathas e Bruno. No entanto, Dionathas deveria tirar a acusação das pessoas apontadas por ele em depoimento e, em decorrência disso, iriam ajudar a família de Dionathas. Disse ainda que assim que saíssem da prisão, tudo iria melhorar"

Segundo Souza, esse diálogo foi registrado por um agente da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) que informou que o acusado de ser executor de Milena foi ameaçado pelos demais acusados. No entanto, Dionathas disse ao advogado que a intimidação partiu de Hilário e Valcir.

“Bruno Broeto - que forneceu a moto utilizada no dia do crime - e Dionathas me contaram (o ocorrido) e tudo foi constado em ata. O juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, determinou o efetivo isolamento deles nas audiências, e também haverá a abertura de inquérito policial”, finalizou o advogado, na ocasião.

Desde que foi preso, pouco dias após o crime, Dionathas está no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari, onde divide cela com mais quatro pessoas, em uma galeria de segurança, explicou Souza.

CRIME E JULGAMENTO

Seis pessoas foram apontadas como as responsáveis pelo assassinato da médica, entre elas o ex-marido de Milena, Hilário Frasson, hoje um ex-policial civil. Todos vão ser julgados na próxima segunda-feira (23), no Fórum Criminal de Vitória, a partir das 9 horas.

DEFESA DOS RÉUS

O advogado Leonardo Gagno, que realiza a defesa de Hilário Frasson, afirmou que as informações de Dionathas são fantasiosas. “O intuito dele é o de se vitimizar. Por isso, ele está denegrindo a imagem dos demais réus. Ao passar essa falsa mensagem, Dionathas está buscando minimizar a culpa que recairá sobre ele”, assinalou.

Leonardo da Rocha de Souza, que faz as defesas de Dionathas e Bruno, informou que fará uma última visita aos réus nesta sexta-feira (20). “Será para uma conversa e orientação aos dois”, explicou.

Rocha relatou que, em relação a Bruno, a expectativa será a sua absolvição. “Será o nosso grande desafio. Ele está muito angustiado e espero provar a sua inocência e que a Justiça seja feita em relação a ele”, destacou.

Já Dionathas, réu confesso, quer prestar os esclarecimentos. “Espero que ele tenha tranquilidade para esclarecer todos os fatos”, pontuou Rocha.

Alexandre Lyra Trancoso, que realiza a defesa de Valcir, assinalou que ele não participou do crime. “Queremos reverter a situação. Entendemos que ele não atuou como intermediário do crime”.

Os advogados Davi Pascoal Miranda e David Marlon Oliveira Passos, que fazem as defesas de Esperidião e Hermenegildo, respectivamente, não foram localizados. Assim que a reportagem conseguir o contato, esta matéria será atualizada com as informações deles.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.