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Filhas reencontram a mãe após 18 anos no ES
Filhas reencontram a mãe após 18 anos no ES. Crédito: Arte A Gazeta | Geraldo Neto

A saga de duas irmãs do ES para reencontrar a mãe após 18 anos

Em apenas 4 dias, duas jovens de São Domingos do Norte conseguiram algo improvável: pela internet, achar a mãe desaparecida há quase duas décadas. Entenda como tudo isso aconteceu

Publicado em 07/08/2020 às 09h10
Atualizado em 07/08/2020 às 09h17

O que significa um abraço? Há 18 anos, duas irmãs capixabas tinham um abraço guardado. Cada uma guardou de um jeito. Uma tinha memórias, vontade de reencontrar aquele colo. A outra, nem sabia que ele fazia tanta falta. Sobreviveram sem ele.

Mas quando queremos um abraço, ora ou outra, vamos atrás dele. Com elas, não foi diferente. No mês de junho, em plena pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo, Thayz olhou um álbum antigo e publicou uma foto em uma rede social, com a legenda: "Onde você está?"

A partir dali, nem ela imaginava, mas tudo começava a mudar. Uma amiga, a Poliana, começou a fazer perguntas e se propôs a ajudar. A foto era da mãe das moradoras de São Domingos do Norte, as irmãs Thayz Eccard Bucker, 24 anos, e Thayla Ecard, 22 anos.

Há quase duas décadas, as jovens não viam a mãe. Criadas pelos avós paternos e pelo pai, elas não sabem muito sobre o passado da família. Hoje, Thayz já tem a sua própria família e é mãe de dois filhos. Thayla morou com uma tia durante quatro anos após a morte dos avós e agora acabou de se mudar: vai morar sozinha. 

Com a foto publicada, as irmãs começaram uma busca para reencontrar a mãe, que contou com o apoio e a divulgação de moradores da cidade. O caso, que pode parecer um drama familiar à primeira vista - e realmente tem sua parcela de dor -, virou uma busca divertida, também com a ajuda de dois personagens: o borracheiro André e o “anjo Ezequias”.

Resultado: em 4 dias, com o apoio de amigos e desconhecidos, as capixabas conseguiram localizar a mãe, Sandra de Oliveira, desparecida há 18 anos! A recepção, de ambos os lados, não poderia ter sido melhor. O primeiro encontro aconteceu pela internet no dia 20 de junho.

Rapidamente, a mãe quis vir para o Espírito Santo e viajou mais de mil quilômetros de Ribeirão Preto (SP) até Colatina, Região Noroeste do ES, onde finalmente as três se reencontraram, no dia 3 de julho. Colatina foi escolhida por ser a cidade de outros familiares da mãe das meninas, que ela também não via há anos. 

Ah, lembra do abraço? Ele finalmente aconteceu. Agora, elas estão recomeçando. Ainda há muito o que conversar. Mas mãe e filhas já têm dois ingredientes fundamentais: perdão e amor.

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