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Dados do agro

Exportações de café do ES para o Oriente Médio crescem mais de 50% em 2026

No geral, as exportações do agronegócio capixaba somaram R$ 4,6 bilhões em geração de divisas, com produtos comercializados em 110 países

Publicado em 25 de Maio de 2026 às 09:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 mai 2026 às 09:27
Café capixaba chegou a mais países no início de 2026 Café Cordilheiras do Caparaó /Divulgação

As exportações do agronegócio do Espírito Santo somaram R$ 4,6 bilhões de janeiro a abril deste ano e alcançaram 110 países, chegando a mais nações do que no ano passado. Entre os produtos comercializados no mercado externo estão café, celulose, pimenta-do-reino, gengibre, mamão, chocolates e preparados com cacau, entre outros. 


Um dos destaques do período foram as exportações do agronegócio para o Oriente Médio, em especial o café. No geral, os produtos agrícolas do Espírito Santo negociados para lá somaram US$ 56,87 milhões de janeiro a abril de 2026, crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025. 


O resultado foi puxado principalmente pelo café, que movimentou US$ 40,46 milhões, com alta de 59,3%. O Oriente Médio comprou 6,88 milhões de quilos do produto capixaba nos quatro primeiros meses de 2026 – avanço de 50,1% em volume.


Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de informações originais do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). 


A pimenta-do-reino alcançou US$ 16,26 milhões exportados para o Oriente Médio, mantendo participação relevante na pauta, apesar do recuo de 8,6% frente ao ano anterior. O volume negociado para a região registrou 2,74 milhões de quilos, com redução de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025.


“Mesmo em um cenário de conflitos, o Oriente Médio ampliou as compras do agro capixaba, com crescimento de 12,3% em divisas no período. O café puxou esse avanço, enquanto a pimenta-do-reino teve recuo nesse mercado específico, embora siga crescendo na média geral das exportações do Estado. Cada mercado responde de forma diferente, por isso é importante diversificar destinos e produtos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades”, afirmou  o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

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Exportações em 2026

A pauta exportadora foi concentrada principalmente no complexo café, que movimentou US$ 464 milhões, representando 51,1% do total negociado ao exterior pelo agro capixaba. Na sequência aparecem celulose, com US$ 243 milhões e participação de 26,8%, além de pimenta-do-reino, com US$ 158,8 milhões, equivalentes a 17,5% das exportações do setor. Esses três grupos responderam, juntos, por mais de 95% do valor exportado pelo agronegócio estadual no período.


“O café continua sendo a principal força da pauta, mas a pimenta-do-reino vem ganhando espaço de forma consistente e já responde por uma fatia inédita das exportações do setor. O Espírito Santo está ampliando sua capacidade de gerar divisas com cadeias diversas. Para o Estado, esse é um sinal positivo, porque reduz dependências do café, abre novas oportunidades comerciais e fortalece a renda no campo”, destacou Bergoli.


Os principais destinos das exportações do agro capixaba foram os Estados Unidos, com US$ 189,1 milhões e participação de 20,8% no total; a Turquia, com US$ 67,9 milhões e 7,5%; e a Colômbia, com US$ 54,7 milhões e 6%.


Neste primeiro quadrimestre, houve recuo no volume para os dois principais produtos exportados: complexo café (-1,3%) e celulose (-10,7%).


Depois de atingir recorde no ano anterior, a pimenta-do-reino segue ampliando sua relevância na pauta estadual e, pela primeira vez, chegou a representar 17,5% das exportações do agronegócio capixaba. De janeiro a abril, foram US$ 158,8 milhões exportados, crescimento de 17,4% em valor e de 15,8% em volume em relação ao mesmo período de 2025. 

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