Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Em 2025

ES foi o Estado mais impactado pelo tarifaço de Trump, aponta Banco Central

Estudo realizado pela autoridade monetária mostra que o PIB do Espírito Santo caiu 0,55% no ano passado, como efeito das taxas cobrados pelos EUA para os produtos importados do Brasil

Publicado em 22 de Maio de 2026 às 11:36

Leticia Orlandi

Publicado em 

22 mai 2026 às 11:36
Contêineres
Contêineres no Porto de Vila Velha: Espirito Santo sofreu impactos de tarifaço dos EUA em 2025. Carlos Alberto Silva

O Espírito Santo foi o Estado que teve a economia mais impactada pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros em 2025. Um estudo realizado pelo Banco Central para avaliar os impactos regionais das tarifas mostra que a retração representou 0,55% do PIB capixaba, sendo a maior do Brasil.


No geral, a queda das exportações para os EUA representou 0,8% do volume negociado pelo Brasil como um todo para o exterior, o que equivale a 0,1% do PIB. Em relação às exportações totais de cada região, no Sudeste a proporção foi de 1%, e no Sul, de 1,5%, refletindo a maior dependência relativa desses locais em relação ao mercado norte-americano. 


De acordo com o boletim, uma medida mais representativa do impacto das tarifas na atividade doméstica de cada Estado é a queda das exportações para os EUA como proporção do PIB. Nessa métrica, os Estados para os quais poderia se esperar impacto mais negativo na atividade foram: Espírito Santo (-0,55%), Maranhão (-0,42%), Rio de Janeiro (-0,35%) e Mato Grosso do Sul (-0,35%). 


O estudo conclui que a elevação das tarifas de importação dos Estados Unidos em 2025 teve impacto perceptível sobre as exportações brasileiras para aquele mercado, com queda de US$ 2,7 bilhões no total anual. Embora essa redução seja de magnitude moderada no plano macroeconômico – equivalente a cerca de 0,1% do PIB e 0,8% das exportações –, sua relevância variou significativamente entre regiões e Estados. 


No Sudeste e no Sul, regiões que concentram a maior parcela das exportações para os EUA, o impacto foi mais pronunciado, especialmente no período de agosto a novembro, quando vigoraram as tarifas mais elevadas. 


“O Estado mais afetado quando a queda é comparada com o nível de atividade foi o Espírito Santo, cuja retração equivaleu a 0,55% do PIB do Estado. A decomposição entre preço e quantum confirma que o efeito predominante foi via redução de volume, consistente com a natureza do choque tarifário”, diz o estudo. 


Além disso, a queda mais acentuada nos produtos sujeitos à ordem executiva reforça a associação entre a política tarifária e a retração observada. Por outro lado, há evidências de que parte das exportações pode ter sido redirecionada para outros mercados, dado que as negociações totais do Brasil cresceram no período. 

Leia mais

De olho na descarbonização, Vale avança na produção de briquete no ES

Sete dos 10 deputados federais do ES vão tentar a reeleição

Candidato ao governo do ES, Lorenzo Pazolini declara patrimônio de R$ 1 milhão

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Quando será o próximo debate presidencial da eleição 2026?
Imagem de destaque
Datafolha: 50% dos brasileiros veem chance de interferência estrangeira nas eleições
Testemunhas disseram à polícia que viram uma pessoa atingindo a mulher com uma barra de ferro, mas o caso segue sob investigação
Corpo de mulher é encontrado em área de descarte de lixo em Iúna

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados