Em discurso durante a sua 15° passagem pelo Espírito Santo na abertura da 6ª Teia Nacional, encontro de cultura realizado em Aracruz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a extradição do empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit (Refinaria de Manguinhos).
Magro foi alvo da operação Sem Refino, da Polícia Federal, na semana passada, e teve o nome incluído na Difusão Vermelha (Red Notice) da Interpol, usada para localizar e capturar foragidos. O empresário, que mora nos Estados Unidos, é apontado como devedor contumaz do ramo de combustíveis. A mesma operação também teve como alvo o ex-governador do Rio, Cláudio Castro.
A Refit é também investigada nas operações Carbono Oculto e Cadeia de Carbono, deflagradas no ano passado contra sonegação de impostos na importação da gasolina e fornecimento de combustíveis para postos de gasolina do PCC.
A fala de Lula sobre Magro veio num momento do discurso em que falou sobre conversas com Trump a respeito do combate ao crime organizado e dívidas com o poder público, em encontro ocorrido no início deste mês na Casa Branca, em Washington.
“Ele falou que queria combater o crime organizado. Eu falei: ‘É comigo mesmo. Se quiser combater o crime organizado, me entrega os brasileiros que estão roubando lá. Brasileiro que roubou aqui está morando em Miami’”, disse.
Lula afirmou que Ricardo Magro é o maior devedor de dinheiro público do país, lembrando que o governo apreendeu 250 milhões de litros de gasolina em navios do empresário e entregou para a Petrobras.
“Ele está nos Estados Unidos, em Miami. Eu entreguei pro Trump o endereço da casa e o nome dele. Quer combater o time organizado? Me entrega logo esse aí porque a nossa Polícia Federal está preparada", frisou Lula.
Veja imagens da visita de Lula a Aracruz
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