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Em Cartaz

'Verão de 84' evoca a nostalgia oitentista

Envolto em trama de mistério, filme é um bom suspense com pitadas de terror
Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 set 2019 às 17:40

Publicado em 02 de Setembro de 2019 às 17:40

Depois do sucesso de “Stranger Things”, a nostalgia oitentista dominou o mercado do cinema e das séries. Nessa onda tivemos a adaptação do livro “It” – que ganha seu segundo capítulo na próxima semana – “Cobra Kai”, a continuação em série de “Karatê Kid”, “Glow”, da Netflix, o longa independente “Turbo Kid” e diversas outras produções que usaram a ambientação ou a estética da época. Surfando nessa tendência, estreia nos cinemas “Verão de 84“, que é (até no título) uma grande homenagem aos anos 1980.
Passado (obviamente) em 1984, o filme acompanha um grupo de amigos que começam a investigar um vizinho sob a suspeita dele ser um serial killer, tudo isso enquanto lidam com problemas hormonais, romances e com seus relacionamentos familiares.
Como foi dito no começo do texto, o longa é uma grande celebração nostálgica. Dessa forma, a sensação de “já vi isso antes” se faz presente durante toda a obra. Desde o roteiro até o visual, que lembra muito obras como “Conta Comigo” (1986), “Goonies” (1985), “Janela Indiscreta” (1954) além dos já citados “Stranger Things” (2016) e “It” (2017).
DIREÇÃO
Os diretores François Simard , Anouk Whissell, Yoann-Karl Whissell (todos de “Turbo Kid”) evocam a década de 80 e a memória afetiva do espectador referenciando obras clássicas como o filme “Tubarão” (1975) e a série “Magnum” (1980), mas também no uso de uma trilha com muitos sintetizadores e música pop da época. Claro que nada disso sustentaria o filme se não envolvesse um bom mistério de investigação e uma subtrama sobre puberdade e amadurecimento.
Mesmo com uma história simples e previsível, os realizadores conseguem trabalhar o suspense do filme durante quase toda sua duração. Isso se dá graças ao bom desenvolvimento e à boa apresentação dos personagens ao longo da narrativa – a amizade, as interações e o comportamento parecem autênticos e reais. Assim, quando o terror e a tensão surgem em tela, o público se importa com o destino dos protagonistas.
Verão de 84ATUAÇÕES
Vale lembrar que se os atores fossem ruins esse desenvolvimento não serviria para nada. Ainda bem que o quarteto principal formado por Graham Verchere (Davey Armstrong), Judah Lewis (Tommy ‘Eats’ Eaton), Caleb Emery (Dale ‘Woody'’ Woodworth) e Cory Gruter-Andrew (Curtis Farraday) não faz feio – tanto nos momentos individuais quanto na interação em grupo.
Esse envolvimento criado eleva a obra. Pois é a partir dele que a trama investigativa desperta mais interesse e dá ritmo à trama. Assim, a violência e o gore mostrados principalmente no terceiro ato passam a ter mais peso, pois com o aumento da ameaça apresentada pelo “serial killer”, o público passa a temer pelo destino dos personagens.
“Verão de 84” prova que a nostalgia oitentista ainda pode gerar bons frutos. No fim, é um filme que vale seu tempo e dinheiro.

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