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Série

Série 'Cobra Kai' mostra o que aconteceu após 'Karatê Kid'

Primeira temporada da produção está disponível no YouTube e acompanha os personagens Daniel Larusso e Johnny Lawrence

Publicado em 07 de Maio de 2018 às 20:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 mai 2018 às 20:19
Em 19 de dezembro de 1984, um momento crucial deu rumos diferentes às vidas de dois adolescentes. Na final do campeonato juvenil de caratê do Vale de São Francisco, o jovem Daniel Larusso venceu o bad boy Johnny Lawrence com o famoso golpe da garça, um chute frontal – e ilegal – no caratê. Ninguém se importou com o fato de tal golpe ser proibido e todos comemoraram com entusiasmo a vitória do nerd sobre o valentão. “Karatê Kid” (1984), com sua versão adolescente e “caratê” de “Rocky”, é um clássico oitentista lembrado até hoje com muita nostalgia. Mas o que teria acontecido com a vida daqueles personagens a partir dali?
Série Cobra Kai Crédito: Reprodução/YouTube
Trinta e quatro anos depois, os dois finalistas ainda vivem aquele momento. Daniel (Ralph Macchio) , que ainda foi visto em duas sequências, é um empresário de sucesso do ramo de carros de luxo, tem uma bela família e usa o caratê para... bem... vender carros. Johnny (William Zabka), por sua vez, é o típico white trash norte-americano: não tem emprego, vive de bicos, é um pai ausente e toma cerveja o dia inteiro.
COBRA KAI
O caminho dos dois volta a se cruzar em “Cobra Kai”, série lançada na última semana pelo YouTube Red, serviço de streaming pago do YouTube ainda não disponível no Brasil – por aqui os dois primeiros episódios estão disponíveis gratuitamente e os outros oito que formam a primeira temporada podem ser vistos por aqui ao custo de R$ 3,90.
A série tem início mostrando o lado de Johnny para tudo o que se passou e situando o espectador de volta naquele mundo. Aos poucos surgem novos personagens como Miguel (Xolo Maridueña), pupilo de Johnny, e Samantha (Mary Mouser), filha de Daniel, além de todo núcleo escolar da trama.
Ao longo dos outros episódios, porém, tudo se transforma. O texto é esperto o suficiente para brincar com a nostalgia mas não fazer dela seu elemento central, pelo contrário: a dupla de protagonistas tem problemas vivendo de seus “melhores dias”.
O roteiro faz graça de quão ridículo eram os anos oitenta sem essa de “no meu tempo era melhor”. Em alguns momentos, por exemplo, Miguel mostra para seu sensei o quão ultrapassado é seu discurso machista, ou quão afetadas as pessoas são pelo bullying. Johnny passa, então, a enxergar a vida com outros olhos, mas tudo isso é feito com muito bom humor e com sacadas inteligentes do roteiro.
É interessante, neste ponto, perceber a inversão de papéis. Daniel “San” virou um grande bobalhão. Um boa praça, amigão de todos, mas uma espécie de Caio Ribeiro que vende carros – bem, segundo Barney Stinson, de “How I Met Your Mother”, talvez ele sempre tenha sido.
O grande acerto de “Cobra Kai” é homenagear o material original sem se sustentar unicamente na nostalgia (algo que incomoda na segunda temporada de “Stranger Things”). O conflito geracional gera cenas e diálogos engraçados, mas não é isso que sustenta a série, que constrói muito bem a tensão de um novo possível embate entre Larusso e Lawrence. Ao mesmo tempo, mostra diferentes lados e versões da mesma história e brinca com a magia do cinema – os heróis e vilões do filme, ao final de tudo, acabam tendo vidas bem normais e problemas muito parecidos com os nossos.

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