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Opinião da Gazeta

Violência fere, mata e custa caro para a economia do país

A superação dessa tragédia brasileira deve ser, definitivamente, a grande agenda nacional (e, a reboque, do Espírito Santo) por envolver tudo aquilo que determina o nosso atraso

Publicado em 06 de Fevereiro de 2024 às 01:00

Públicado em 

06 fev 2024 às 01:00

Colunista

Prisão
Polícia Civil prende homem acusado de homicídio  Crédito: PCES
O custo da violência e da insegurança para a economia no Brasil foi  quantificado em um estudo conduzido pelo Fundo Monetário Internacional: o país deixa de crescer 0,6 ponto percentual do PIB com a instabilidade social. Uma perda que é superior a dos demais países da América Latina, como um todo, onde o impacto econômico é de 0,5 ponto percentual.
A falta de segurança afeta diretamente a produtividade, tanto do ponto de vista dos trabalhadores quanto da alocação dos investimentos, públicos ou privados. Empresas necessariamente passam a ter que garantir a proteção do próprio negócio, com gastos que poderiam ser usados em recursos humanos, por exemplo. Assim como o poder público acaba tendo que direcionar cada vez mais recursos para combater o crime: no Espírito Santo, a Segurança Pública tem a terceira maior fatia do orçamento.
Os resultados aparecem, por exemplo, na redução sistemática dos homicídios nas últimas décadas. Em 2023, foram menos de mil registros. Mas os desafios continuam: dados de 2021 divulgados pelo Instituto Sou da Paz mostram que 60% dos homicídios não são esclarecidos no Estado.
Sem entrar no debate se mais recursos são necessários ou o se a solução é o melhor uso dos recursos disponíveis, o fato é que a solução sempre passa pelos investimentos no aparato de segurança. Ou seja, um dinheiro que sem as demandas da violência poderia ser aplicado em outras áreas.
Esse tema não é novo por aqui: em novembro passado, por ocasião do Pedra Azul Summit 2023, encontro de lideranças políticas e empresariais promovido pela Rede Gazeta, a capixaba Ana Paula Vescovi,  que é economista-chefe e diretora de Macroeconomia do Banco Santander, falou das milícias no Rio de Janeiro como fator inibidor do crescimento do país. Mas demonstrou confiança de que é possível sair desse caos: "O país tem técnica e instituições públicas com capacidade para enfrentar a violência".
A superação dessa tragédia brasileira deve ser, definitivamente, a grande agenda nacional (e, a reboque, do Espírito Santo) por envolver tudo aquilo que determina o nosso atraso. Além das vidas perdidas, a violência tem impacto no sistema de saúde, na construção de capital humano, na cultura do medo, na qualidade de vida. A guinada passa obrigatoriamente pela educação e pela redução da pobreza, de forma estrutural. 
Esse enfrentamento não é missão de uma só instituição. A escolha do superintendente da Polícia Federal, Eugênio Ricas, para assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social causa boa impressão nesse aspecto. A PF tem coordenado aqui no Estado uma importante força-tarefa que pode servir de embrião para unir outros órgãos e poderes efetivamente contra a violência.
A insegurança pública é uma das maiores dívidas civilizatória do Brasil com os brasileiros. A violência desenfreada fere, mata e custa caro demais para o crescimento do país. 

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