Com uma rede portuária em expansão e o desenvolvimento da Zona Processamento de Exportação (ZPE) e do Parklog, Aracruz é o epicentro das transformações econômicas que estão a caminho. E a infraestrutura de transportes não pode ser precária, se o objetivo é trazer mais cargas para os portos.
Especificamente sobre as ferrovias, está mais do que evidente que o único ramal que conecta a Estrada de Ferro Vitória a Minas à região está nessa situação. O ramal Piraqueaçu precisa de uma remodelagem para que as ambições de ampliar o comércio exterior por Aracruz sejam concretizadas. Com melhorias robustas, a competitividade cresce.
A coluna de Abdo Filho recentemente mostrou que essa demanda está no radar, com a busca de investimentos para a contratação de uma consultoria que faça o projeto de uma nova estrutura que atenda a três condições: o contorno das terras indígenas, a correção do traçado e ampliação da capacidade operacional. O investimento, segundo estudos, seria de R$ 500 milhões. É um plano viável que precisa sair do papel, com o governo do Estado e bancada capixaba à frente.
A instabilidade provocada pelos recentes protestos de indígenas evidencia a necessidade de um caminho alternativo. Recentemente, foram mais de dois meses de interdição. Uma nova ferrovia pode ajudar a contornar esse problema, para garantir segurança operacional. Tudo o que se planeja para o futuro logístico em Aracruz depende disso.
São muitas as batalhas capixabas nos trilhos, a começar pela EF 118 — cujo leilão está previsto para ocorrer em junho — que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, também chamada de Anel Ferroviário do Sudeste.
Certamente é a ferrovia que está na linha de frente das demandas, mas o olhar também precisa se voltar para o Norte do Estado, onde Aracruz tem despontado como foco de investimentos para se consolidar como um hub logístico. Corrigir essa rota é uma urgência.
Leia Mais Sobre o Caso