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Opinião da Gazeta

Modernização portuária no ES precisa superar a burocracia

Obra que ampliou em mais de 60% a capacidade do único terminal a operar contêineres no Espírito Santo precisa começar a operar para garantir competitividade aos portos capixabas

Publicado em 23 de Março de 2026 às 01:02

Públicado em 

23 mar 2026 às 01:02

Colunista

VV
Operação no Porto de Capuaba, em Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
Um estado que almeja ser a principal porta de entrada e saída do comércio exterior precisa estar sempre à frente, com infraestrutura robusta para competir com seus concorrentes.
A coluna de Abdo Filho mostrou, na sexta-feira (20), que uma área de 65 mil metros quadrados, com capacidade de ampliar em até 40% a capacidade de estocagem de contêineres do Porto de Vitória, apesar de pronta, ainda não está podendo funcionar, o que pode ter um impacto nas exportações e importações pelo Espírito Santo. 
O alerta para este ano tem razão de ser: sem essa nova área, no Terminal Portuário de Vila Velha, sob responsabilidade da  Log-In Logística, há um risco de um novo apagão logístico, como aquele que afetou o setor de rochas e café em 2024. Naquele ano, houve explosão de exportações e importações e o TVV estava com a capacidade reduzida por causa das obras de modernização do terminal. E, neste ano, há novamente expectativa de alta nas exportações de café conilon, a partir da safra de abril.
Essa ampliação da capacidade do terminal é um exemplo de que as limitações dos portos capixabas estão sendo superadas para que eles sejam cada vez mais competitivos. Mas a burocracia não pode ser um entrave para esses avanços. Neste momento, os setores produtivos e as autoridades do Estado precisam novamente se engajar para ver onde estão os gargalos que estão impedindo o início das operações de uma área que passará a ser essencial para a logística capixaba. É entender o que está dando errado e buscar soluções.
O próprio diretor-geral de Terminais na Log-In disse que vai a China para negociar cargas para o porto, mas ainda sem garantias sobre a capacidade que pode ser oferecida nas negociações. A falta de infraestrutura pode fazer o Espírito Santo perder grandes oportunidades. Mas, quando ela supostamente já existe e só não está apta a entrar em operação, fica ainda mais lamentável.

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