É sempre importante ver um governador recém-eleito se comprometendo com entregas para melhorar a vida da população, e foi assim com Lorenzo Pazolini em sua entrevista ao Bom Dia ES, na TV Gazeta.
Isso vale para a promessa, feita pelo governador eleito do Espírito Santo a um telespectador da Serra, de trabalhar com as prefeituras da Grande Vitória para o aumento da malha cicloviária e para a conexão delas internamente e entre os municípios.
O avanço da micromobilidade sempre esteve no radar dos especialistas como a opção mais acessível e simples para a redução de veículos nas ruas e avenidas, e isso vem ocorrendo diante dos nossos olhos nos últimos anos, com a chegada massiva das bicicletas elétricas e dos autopropelidos.
Isso acabou extrapolando a lógica: o que se testemunha atualmente na Grande Vitória é justamente uma explosão desses veículos individuais, deixando evidente a necessidade de mais ciclovias, bem como ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas, para melhorar a circulação e garantir mais segurança ao tráfego.
Além, é claro, de mais fiscalização e de implementação das regras, diante dos abusos que têm sido testemunhados e do aumento dos acidentes. Não é um problema exclusivo da Grande Vitória, esse é outro ponto que deve ser ressaltado. A mobilidade elétrica é uma realidade também nas cidades pequenas e médias.
A gestão estadual deve estar na regência dessa reorganização do trânsito com as prefeituras. O caso da Grande Vitória acaba sendo mais emblemático por se tratar de uma conurbação, com municípios conectados.
A gestão que se encerra em 2026 teve projetos ambiciosos que saíram do papel, como a ciclovia da Terceira Ponte, e que ainda vão exigir continuidade, como a ciclovia que vai conectar Vila Velha a Guarapari. A dinâmica atual do trânsito mostra que o impacto dessa obra deve transformar a circulação entre as duas cidades.
Reportagem recente deste jornal mostrou que Serra, Vila Velha, Vitória e Cariacica devem ganhar mais 143,7 quilômetros de ciclovias nos próximos anos, a se somar aos 253,6 quilômetros já existentes. É essa toada que precisa ser mantida, porque a frota nas ruas não para de crescer.
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