Um debate é uma das mais importantes cartas de compromissos com o eleitor. Tudo o que é dito e proposto pelos candidatos não pode ser tratado como meras palavras ao vento, embora exista tanto descrédito com a política.
Quem se expõe à vida pública precisa tratar com respeito aqueles a quem pedem o voto com tanta insistência.
O debate desta quinta-feira (22), às 22h30, na TV Gazeta é um espaço que se celebra a tradição democrática da imprensa livre. No Espírito Santo, desde 1982 é assim na TV Gazeta. E cada um precisa encarar o oponente presencialmente, ao vivo. Por mais que ensaiem, muito depende do desempenho pessoal deles na hora. Provocações até fazem parte do jogo, mas o encontro pode ser mais do que isso.
O cargo de governador do Espírito Santo é importante demais, e é imprescindível que esses encontros sejam bem aproveitados, com uma postura na qual predominem propostas e transparência. Há muito a ser falado: dos compromissos fiscais às entregas esperadas na saúde, educação, segurança pública, infraestrutura... o Espírito Santo têm desafios para os próximos quatro anos que vão depender de uma gestão qualificada.
O eleitor precisa entender com clareza as intenções de cada candidato, examinando o potencial que elas têm de melhorar a sua vida e a da sua comunidade. Ricardo Ferraço (MDB) e Lorenzo Pazolini (Republicanos) têm, nesta noite, uma oportunidade de ouro de se conectarem com os anseios de quem vai às urnas neste domingo (25).
A motivação dos eleitores ainda faz dos debates o principal palco de qualquer campanha eleitoral, mesmo em meio à pulverização das redes sociais. É o momento em que os candidatos se reúnem e fica mais fácil avaliar aspectos mais subjetivos das personalidades deles. É um encontro direto com o eleitor. Que cada candidato faça bom proveito dessa última oportunidade de confronto de ideias antes do domingo decisivo.
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