Descarte irregular de lixo é crime ambiental, mas não faltam pontos viciados nas cidades como o da foto acima, denunciado em janeiro deste ano em reportagem da TV Gazeta: justamente abaixo da placa indicando o bairro Cantinho do Céu, um cantinho repleto de materiais descartados pela população. Uma triste ironia.
Pessoas e empresas seguem deixando resíduos nesses locais por terem a certeza da impunidade, e é nesse ponto que a administração municipal precisa estar sempre um passo à frente na fiscalização. Sem a presença estatal, esses espaços viram terra sem lei.
No caso da Serra, o secretário de Serviços, Enivaldo Dias, contou em entrevista à rádio CBN Vitória que o munícipio começou a testar em fevereiro o uso de drones para identificar quem está cometendo o crime, identificando placas de veículos e multando os responsáveis. Segundo ele, há 50 pontos viciados mapeados pela prefeitura.
É esse tipo de ação que precisa ser cada vez mais incentivada: a tecnologia avança a olhos vistos, drones são equipamentos que se tornaram mais acessíveis e podem fornecer um excelente serviço de vigilância, se forem usados com inteligência.
Além disso, as câmeras de vigilância, espalhadas por toda a parte, também podem ser usadas para identificar quem pratica esses crimes, muitas vezes de forma recorrente e organizada. As multas na Serra podem chegar a R$ 10 mil. O problema não é localizado, em toda a Grande Vitória há pontos viciados de descarte irregular, um problema que afeta diretamente a população.
Lixo espalhado e descartado em local indevido é mais do que deixar a cidade suja e feia, é uma questão de saúde pública. Investir em tecnologia e colocá-la para trabalhar a favor da gestão municipal é um enfrentamento consistente do problema, se feito de forma organizada. Importante também é identificar quem reincide, principalmente no caso de pessoas jurídicas, com punições ainda mais severas para empresas que não fazem o descarte correto.
A tecnologia pode ser o choque de ordem que faltava para esse problema que parece não ter fim.
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