Não há argumento melhor para defender mais agilidade diante de problemas estruturais tão graves quanto uma cratera que se abre em uma rodovia: é com esse senso de urgência que vidas são protegidas.
E esse não foi o caso do buraco aberto no km 101 da BR 262, em Venda Nova, pelas fortes chuvas que ocorreram em 19 de março. Na ocasião, uma motorista registrou a correnteza que atravessava a pista e chegou a arrastar um motociclista. Menos de um mês depois, outro motociclista morreu ao cair dentro do buraco que permanecia aberto.
Mesmo com uma perda humana, a cratera está prestes a completar três meses, neste dia 19. O local esteve sinalizado por todo o período, mas isso comprovadamente não impediu um acidente grave. A BR 262 é conhecida por seu traçado sinuoso e permanece na expectativa de uma duplicação que dê mais segurança aos condutores.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) havia informado que em abril a realização de obras reparadoras dependia de uma contratação emergencial, sem dar um prazo para tanto. Nesta terça-feira (16), a reportagem da TV Gazeta pediu atualizações sobre a situação da obra ao órgão, mas não obteve resposta.
A modernização da BR 262 está sendo encaminhada com recursos públicos, incluindo recursos do acordo de Mariana, com edital previsto para este ano. Mas essa demora para reparar a pista, uma situação que coloca vidas em risco, mostra que a manutenção da via precisa ser tratada com mais seriedade pelo poder público, enquanto ele permanecer tendo essa atribuição. Tão importante quanto duplicar uma rodovia é cuidar dela.
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