Senso de oportunidade é o que não pode faltar quando um estado como o Espírito Santo decide colocar o turismo como prioridade para atrair mais receitas diante de uma mudança de paradigma tributário que vai exigir cada vez mais esforços. A participação de representantes capixabas em feiras que reúnem mais de 300 agentes de viagens na Argentina mostra que esse intuito está sendo levado a sério.
E precisa ser. Já faz tempo que o turismo é uma bandeira que flamulava sem muito vigor, baseando-se em um improviso que contrastava com o discurso de aumentar o número de visitantes.
A iminência da reforma tributária e as consequentes perdas fiscais serviram para priorizar organização e planejamento, e aparentemente as coisas estão caminhando: o Salão Capixaba de Turismo, o ESTour, recentemente mostrou isso. Poder público, entidades e setor produtivo mostram estar interessados em consistência. E isso depende de profissionalismo.
Cidades se transformam em potências turísticas quando proporcionam boas experiências, e isso exige desenvolvimento de infraestrutura e a construção de uma cultura do bem receber. Quem visita e não encontra isso não volta e não indica. Em tempos de redes sociais, essa reputação precisa ser bem cuidada.
Buscar os turistas da Argentina é uma excelente estratégia, ideia que se fortaleceu com as conexões estabelecidas durante o ES Tour. É um desperdício que 4 milhões de argentinos venham para o Brasil e acabem passando diretamente do Rio de Janeiro para a Bahia, sem que o Estado se aproveite dessa posição privilegiada. Destinos como Itaúnas têm tudo para atrair o interesse desse público.
Só não podemos esquecer do básico: o Espírito Santo precisa oferecer o que tem de melhor, com profissionalismo. Governo e prefeituras devem se manter permanentemente empenhados, para que os investimentos cheguem e encontrem um ambiente favorável.
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