ASSINE

XP vê 40 milhões desempregados no Brasil sem 'Plano Marshall de verdade'

O presidente da corretora, Guilherme Benchimol, defende a criação de um pacote de reconstrução do país assim como aconteceu na Europa após a Segunda Guerra Mundial

Publicado em 23/03/2020 às 11h41
Atualizado em 23/03/2020 às 11h41
Guilherme Benchimol, fundador da XP: empresa foi avaliada em US$ 15 bihões. Crédito: Nasdaq
Guilherme Benchimol, fundador da XP: empresa foi avaliada em US$ 15 bihões. Crédito: Nasdaq

O presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, disse que vê a possibilidade de crescimento do desemprego para mais de 40 milhões de brasileiros em decorrência da pandemia do coronavírus. "É um número assustador", disse ele neste domingo, 22, em uma live com outros empresários.

"Eu vi hoje uma entrevista do presidente regional do Fed de St. Louis, James Bullard (banco central norte-americano), dizendo que a taxa de desemprego irá subir de 3% para mais de 30% nos Estados Unidos por causa da crise", afirmou. "No Brasil, onde há mais de 10 milhões de desempregados, acredito que o impacto será muito maior", disse.

Benchimol defendeu a criação de um plano Marshall - pacote de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial. "O que temos até agora é uma gota no oceano. Tem de ser um plano de verdade, os números são assustadores, o buraco é muito mais embaixo", disse.

Na live, promovida pela XP Investimentos na qual participaram o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, o presidente da Stone, André Street, o presidente da MRV, Rubens Menin, Benchimol cobrou medidas mais robustas do governo federal para evitar o alta do desemprego e do caos social no país. "O risco é aumento de pessoas passando fome e no número de assassinatos."

Em resposta ao questionamentos do CEO da XP, o presidente da Caixa Econômica Social, Pedro Guimarães, afirmou que mais de 20 a 30 milhões de brasileiros serão impactados com as medidas atuais. "Provavelmente vai se precisar de mais e vamos ajudar. Já estamos postergando os pagamentos, reduzindo a taxas de juros", disse. "Isso nos preocupa e está sendo liderado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes."

Trajetória do coronavírus no mundo

 O novo vírus é apontado como uma variação da família
coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década
de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.
 O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde. Tumisu | Pixabay
 A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada
oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como
COVID-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a
mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.
 A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como COVID-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus. mattthewafflecat | Pixabay
 A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de
2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma
misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11
milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42
do mundo.  
 A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo.  . Google Earth
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um
mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de
que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre
animais marinhos e humanos.  
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos.  . shutterstock
A primeira morte por coronavírus aconteceu na China, no dia 9 de
janeiro. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. As pesquisas apontam que a primeira transmissão ocorreu de animal
para humano. E depois passou a ocorrer de pessoa para pessoa.
A primeira morte por coronavírus aconteceu na China, no dia 9 de janeiro. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. As pesquisas apontam que a primeira transmissão ocorreu de animal para humano. E depois passou a ocorrer de pessoa para pessoa. Pixabay
Ao menos três estudos científicos já divulgados apontam que homens
idosos com problemas de saúde são os mais vulneráveis. A idade
média das primeiras vítimas era de 75 anos, segundo o Comitê
Nacional de Saúde da República Popular da China.
Ao menos três estudos científicos já divulgados apontam que homens idosos com problemas de saúde são os mais vulneráveis. A idade média das primeiras vítimas era de 75 anos, segundo o Comitê Nacional de Saúde da República Popular da China. Pexels
Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em
respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de
pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda
grave.
Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave. Pexels
De acordo com informações da OMS, o
novo coronavírus já se espalhou rapidamente em 166 países e
territórios. Fora da China, região onde se concentra o maior número de casos,
Irã, Coreia do Sul e Itália são os que têm registrado crescimento
alarmante de vítimas da doença. 
De acordo com informações da OMS, o novo coronavírus já se espalhou rapidamente em 166 países e territórios. Fora da China, região onde se concentra o maior número de casos, Irã, Coreia do Sul e Itália são os que têm registrado crescimento alarmante de vítimas da doença. . CNA
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo. Pixabay
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.