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Vidas Transformadas: transexuais rompem as barreiras do preconceito

Pessoas transexuais superam preconceitos e estão conquistando mais espaço no mercado de trabalho. Mas, apesar de a realidade ainda expor esse parcela da população à discriminação e à violência, homens e mulheres trans mostram que é possível mudar a perspectiva de vida com educação e aceitação familiar

Publicado em 19/06/2018 às 20h20
Atualizado em 29/01/2020 às 15h04

Textos: Diná Sanchotene, Guilherme Sillva, Mariana Perim e Siumara Gonçalves

Fotos: Bernardo Coutinho e Vitor Jubini

Por muito tempo, a população transexual viveu à margem da sociedade, vítima de diversos tipos de violências, ou tentando sobreviver recorrendo à prostituição, estigmas que até hoje teimam em caracterizar a vida de muitos homens e mulheres trans.

A realidade ainda é repleta de discriminação, mas portas começam a se abrir nas empresas e em órgãos públicos, por exemplo, revelando a importância da inclusão e do respeito dessas pessoas em seus quadros de funcionários.

Ao mesmo tempo em que lidam diariamente com preconceitos, os transexuais estão deixando os guetos e se inserindo também nas universidades, em busca de formação e qualificação profissional, ressaltando a importância da educação como forma de dar uma guinada na perspectiva de vida, cravada por insegurança, medo e assassinatos.

A necessidade de aceitação dessas pessoas na sociedade é o primeiro passo para tentar mudar uma triste realidade: o Brasil é o país onde mais se matam transexuais no mundo, e o Espírito Santo é o sexto Estado com maior número de assassinatos de pessoas trans.

Você acompanha a partir de agora uma reportagem especial sobre transexuais, mostrando o desafios no mercado de trabalho, a luta contra a violência, e a importância da família e da educação no combate ao preconceito.

Transexuais rompem barreira do mercado // Viviana é professora de alemão e servidora pública em uma universidade federal. Valentina é gerente de infraestrutura de uma prefeitura. Já Rafael passou por uma grande mudança em seu último emprego, como cobrador de ônibus. São três personagens do cotidiano, com histórias de vida distintas e um passado em comum que atravessa desde a aceitação própria até o processo de mudança de sexo. Viviana, Valentina e Rafael são mulheres e homem trans que, muito além do enfrentamento ao preconceito arraigado na sociedade, superaram desafios e hoje estão conquistando mais oportunidades no mercado de trabalho. Continue lendo...

Empresas enxergam potencial na diversidade // Aos poucos, as empresas estão se adaptando para incluir em seus quadros profissionais trans. É bem verdade que no mundo corporativo nem todos sabem lidar com a diversidade, mas já é visível o esforço de alguns segmentos em adotar políticas que também incluam pessoas que tenham uma identidade de gênero diferente do seu sexo de nascimento. Continue lendo...

Empresa vira referência em política de inclusão de profissionais trans // Políticas de inclusão estão em alta dentro das empresas. A ideia é tratar com igualdade todos os colaboradores independentemente de gêneros, etnias, classes sociais, religiões, entre outros pontos. As discussões são necessárias e devem envolver todos os funcionários, incluindo os altos executivos das companhias. Continue lendo...

Plataforma conecta profissionais trans a empresas // A inserção de pessoas trans no mercado de trabalho ainda é um desafio, principalmente por conta do preconceito. Mas, aos poucos, algumas iniciativas surgem para dar oportunidades para esses profissionais. É o caso da plataforma Transerviços, de São Paulo. A ideia surgiu em 2013 por um grupo de ativistas preocupadas com o espaço destinado a homens e mulheres trans dentro dos ambientes corporativos. Continue lendo...

Conheça mais histórias de transformação // As histórias que trazemos nesta reportagem são apenas algumas das muitas que cercam o dia a dia das pessoas. Leia os relatos, em primeira pessoa, das pessoas trans que entrevistamos para escrever a série de reportagens "Vidas Transformadas". Descubra um pouco mais sobre o preconceito, o mercado de trabalho, as lutas diárias e a seguranças, entre tantos outros assuntos, que os transgêneros vivem em seu cotidiano. Continue lendo...

Espírito Santo é o 6º Estado onde mais se matam trans // Além do preconceito, a população trans sofre com a violência. O Brasil é o país com o maior índice de violência contra esse público. O Espírito Santo, por exemplo, está em sexto lugar entre as unidades da federação onde mais de matam pessoas trans. Continue lendo...

Maioria ainda faz programa // O relatório sobre o mapa dos assassinatos desenvolvido pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e divulgado neste ano aponta que cerca de 90% da população de travestis e transexuais utiliza a prostituição como fonte de renda e “possibilidade de subsistência”, devido à dificuldade de inserção no delas no mercado formal de trabalho. Continue lendo...

Lana de Holanda: "Olham para as pessoas trans e julga como incapazes" // Lana de Holanda foi assessora de gabinete da vereadora Marielle Franco, que foi assassinada em março no Rio de Janeiro. A parlamentar era uma das militantes das causas LGBTs. Confira o depoimento de Lana sobre sua transição e preconceito no trabalho. Continue lendo... 

Educação é a saída para o fim do preconceito // Eles ainda são exceção, mas começam a impor as suas presenças no espaço universitário. Alguns deles conseguiram frequentar as aulas de um curso superior. E isso é um privilégio porque a maioria não consegue sequer concluir a educação básica. Continue lendo...

Pai faz batismo para dar novo nome ao filho // No país que, em números absolutos, mais registra assassinatos de travestis e transexuais no mundo – segundo levantamento feito pela ONG Transgender Europe –, o apoio para o transexual tem que vir, primeiro, de casa. E mesmo que a princípio seja estranho para os pais, é possível, sim, dar amor, carinho e respeito ao filho. Foi o que aconteceu na casa de Miguel Silva Rosário e Marco Antônio, filho e pai, respectivamente. Continue lendo...

Cirurgia no Brasil chega a custar R$ 45 mil //  Ela se olha no espelho e vê um homem, mas se sente uma mulher. Ele se olha no espelho e vê uma mulher, mas se sente um homem. Esse objeto que reflete a imagem, para muitas pessoas transexuais, é um inimigo. Por isso que o sonho da cirurgia de redesignação sexual é um passo importante para que os trans se sintam mais completos. Continue lendo...

Laerte: "A maior dificuldade da pessoa trans é sempre a autoaceitação" // Laerte Coutinho é cartunista e chargista brasileira, considerada uma das artistas mais importantes na área no Brasil. Em 2010, aos 58 anos, ela se assumiu como mulher e optou pela prática pública do crossdressing, pessoa que usa roupas associadas ao gênero diferente daquele designado a ela na hora do nascimento. Continue lendo... 

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