Publicado em 9 de abril de 2021 às 16:49
- Atualizado há 5 anos
União e Estados poderiam economizar nos próximos dez anos R$ 128 bilhões com uma reforma administrativa focada em três eixos: aumento do tempo necessário para promoções e progressões, redução do salário inicial das carreiras e redução na taxa de reposição de servidores que se aposentam ou morrem. >
O cálculo é parte do Estudo Especial nº 15 da IFI (Instituição Fiscal Independente): Impacto de medidas de gestão de pessoas sobre as despesas com pessoal, do economista Alessandro Casalecchi.>
Apenas novos servidores estariam sujeitos às três medidas. O impacto seria de R$ 57 bilhões para a União e R$ 71 bilhões para os estados. As maiores economias seriam para São Paulo (R$ 15,9 bilhões), Bahia (R$ 7,2 bilhões), Paraná (R$ 6,7 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 4,9 bilhões).>
A IFI calcula ainda um corte adicional de R$ 43,2 bilhões com uma suspensão temporária de progressões e promoções na hipótese de acionamento de medidas adicionais de contenção de despesas por dois anos, valor divido praticamente meio a meio entre União e estados. Nesse caso, a mudança valeria para os atuais servidores também.>
>
A análise incluiu apenas servidores públicos estatutários civis ativos.>
Segundo instituição, os resultados não representam o impacto fiscal da Proposta de Emenda à Constituição enviada pelo governo como parte da Reforma Administrativa, pois as três primeiras medidas terão de ser tratadas em propostas legislativas infraconstitucional.>
"Tais medidas serão, possivelmente, adotadas no escopo de uma reforma administrativa, cuja primeira etapa foi recentemente proposta pelo Poder Executivo por meio da PEC 32/2020", diz a IFI.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta