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Mercado Livre anuncia novos armazéns e diz não estar interessada nos Correios

A empresa possui um plano de investimento de R$ 10 bilhões anunciados para o país em 2021 e deve fechar o ano com oito centros de distribuição e cem unidades de última milha

Publicado em 11/08/2021 às 14h58
Parceria entre Mercado Livre e Governo do Estado de São Paulo
Parceria entre Mercado Livre e Governo do Estado de São Paulo. Crédito: Governo do Estado de São Paulo

O Mercado Livre afirmou nesta quarta-feira (11) que deve terminar este ano com oito centros de distribuição, inaugurar mais um em 2022 e expandir seus pontos de entrega de última milha -a etapa final da rota da mercadoria-, encerrando o ano com cem unidades.

A empresa de comércio eletrônico vai implantar um armazém em Franco da Rocha (SP) neste ano e um na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) em 2022. Parte disso integra o plano de investimento de R$ 10 bilhões anunciados para o país em 2021.

A marca deve contratar 6.000 pessoas para finalizar o ano com um quadro de 16 mil profissionais. Diante da expansão da malha, que já recebeu dois grandes centros durante o ano, a empresa refuta a ideia de participar da privatização dos Correios.

Assim como outras companhias que atuam no setor de logística, o nome do Mercado Livre foi aventado no mercado como um eventual comprador da estatal. "Ficamos confortáveis em dizer que não faz sentido participar da privatização dos Correios", disse Leandro Bassoi, vice-presidente de logística para a América Latina, a jornalistas.

"O Mercado Livre não tem a intenção de fazer a aquisição dos Correios e de capturar eventuais benefícios de sinergia de peças logísticas porque a gente entende que a construção que tivemos dentro de casa foi muito mais eficiente", acrescentou.

A empresa deve ampliar seu quadro de empregados diretos em 6.000 para alcançar 16 mil profissionais até o fim do ano. Afirmou que irá abrir 2.500 vagas indiretas até dezembro.

Em julho, o Mercado Livre inaugurou dois centros fulfillment -em que é responsável por todo processo logístico dos vendedores que anunciam em suas plataformas-, um em Cajamar (SP) e outro em Extrema (MG). Também internalizou a operação de outros dois, em Loveira e Cajamar.

A empresa diz que não planeja oferecer entrega em até uma hora porque isso fugiria do seu conceito de democratização do ecommerce -já que não seria possível prometer tão curto prazo de tempo a todas as cidades brasileiras. Hoje, a companhia entrega no mesmo dia a 50 cidades, em um dia a 2.100 e em até dois dias a 4.700 municípios.

Em junho, o Magazine Luiza anunciou aos clientes recebimento de mercadorias em uma hora sem adicional de frete a 11 cidades iniciais. A Via, dona de Casas Bahia e Pontofrio, também planeja programa semelhante.

Em agosto, a Amazon lançou frete de um dia sem adicional aos clientes Prime, que pagam uma assinatura mensal de R$ 9,90, a 50 cidades. A empresa americana está com nove centros de distribuição no Brasil.

As vendas do comércio eletrônico encerraram o primeiro semestre em R$ 53,4 bilhões, um avanço de 31% sobre o mesmo intervalo de 2020, de acordo com relatório da Ebit | Nielsen, divulgado nesta quarta.

Com a abertura das lojas físicas após meses fechadas durante 2020, as vendas online desaceleraram sobre o mesmo período do ano passado, quando houve uma disparada de 55% nas vendas, para R$ 40,8 bilhões.

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