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Privatização fatiada

Lula diz que não vai vender mais nada da Petrobras

O chefe do Executivo disse que somará esforços para que a estatal tenha gasolina e óleo diesel mais baratos

Publicado em 11 de Maio de 2023 às 18:00

Agência Estado

Publicado em 

11 mai 2023 às 18:00
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento do Plano Plurianual (PPA) Participativo
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento do Plano Plurianual (PPA) Participativo Crédito: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quinta-feira, 11, que não pretende vender mais ativos da Petrobras e que os Correios não serão privatizados. O chefe do Executivo disse que somará esforços para que a estatal tenha gasolina e óleo diesel mais baratos.
"Não vamos vender mais nada da Petrobras, o Correio não será vendido, vamos tentar fazer com que a Petrobras possa ter a gasolina e óleo diesel mais baratos", disse Lula, em evento de lançamento das plenárias estaduais do PPA Participativo. "Que a gente possa voltar a construir navio, possa voltar a fazer plataforma e recuperar o maior patrimônio que o povo brasileiro construiu."
No discurso, Lula também criticou a venda da Eletrobras que, segundo ele, foi com objetivo de "pagar juros". "Hoje, não temos estatal e ainda estamos devendo muito", declarou. "Veja a sacanagem, tem gente preocupada com o que eu falo, e o que eu falo é o que aconteceu. O governo tem 43% das ações da Petrobras mas, no conselho, só tem direito a um voto. Nossos 40% só valem um", disse. O presidente, contudo, se confundiu ao se referir à Petrobras, e não à Eletrobras.
Na sexta-feira passada, 5, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o poder de voto que o Estado tem na Eletrobras, de 10%. A União detém 43% da empresa, privatizada em junho do ano passado pelo governo Bolsonaro.
O governo federal pede que essa restrição seja suspensa até o julgamento do processo pelo STF.
A justificativa do pedido é de que a limitação do voto "é uma afronta aos princípios constitucionais de razoabilidade, proporcionalidade, impessoalidade, da moralidade e da eficiência da administração pública".
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