Publicado em 26 de novembro de 2025 às 17:15
BRASÍLIA - O presidente Lula acenou com mudanças na jornada de trabalho e com a isenção total da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em seu discurso no evento de sanção da reforma do Imposto de Renda, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (26).>
A isenção do benefício pago a trabalhadores é uma demanda das centrais sindicais e foi citada antes da fala de Lula por Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores, e pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que relatou o projeto da isenção do IR na Câmara. Hoje a PLR tem cobrança do Imposto de Renda quando superior a R$ 8.214.>
"A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943 [ano da criação da Consolidação das Leis do Trabalho]", afirmou Lula durante o evento. "Os métodos são outros, a inteligência foi aprimorada, essa revolução digital mudou a lógica da produção".>
A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 são duas das principais bandeiras da esquerda brasileira, recentemente encampadas pelo governo federal. O presidente já criticou o modelo e afirmou que é preciso aprofundar o debate sobre o tema.>
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Durante o evento desta quarta (28), Lula ressaltou que a sanção da isenção do IR tem grande importância, mas disse que a mudança não vai "salvar a humanidade brasileira". Ele afirmou que o governo quer elevar o Brasil a um patamar de desenvolvimento médio e reduzir a desigualdade.>
Promessa de campanha de Lula, a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 é uma das principais apostas do petista para as eleições de 2026.>
Cálculos do Ministério da Fazenda são de que cerca de 15 milhões de brasileiros devem deixar de pagar imposto com a nova regra. Para compensar a isenção, haverá cobrança maior para os chamados super-ricos, grupo de 140 mil contribuintes com ganhos acima de R$ 600 mil por ano, o que dá R$ 50 mil por mês.>
A cerimônia desta quarta-feira não teve a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em mais um sinal do estremecimento da relação entre o governo e a cúpula do Legislativo.>
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