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Lula acena com redução da jornada de trabalho e isenção da PLR

Lula acena com redução da jornada de trabalho e isenção da PLR

Presidente afirmou que "jornada de 1943" não serve para mundo do trabalho atual;fim da escala 6x1 está entre as principais bandeiras da esquerda brasileira

Publicado em 26 de novembro de 2025 às 17:15

BRASÍLIA - O presidente Lula acenou com mudanças na jornada de trabalho e com a isenção total da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em seu discurso no evento de sanção da reforma do Imposto de Renda, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (26).

A isenção do benefício pago a trabalhadores é uma demanda das centrais sindicais e foi citada antes da fala de Lula por Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores, e pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que relatou o projeto da isenção do IR na Câmara. Hoje a PLR tem cobrança do Imposto de Renda quando superior a R$ 8.214.

"A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943 [ano da criação da Consolidação das Leis do Trabalho]", afirmou Lula durante o evento. "Os métodos são outros, a inteligência foi aprimorada, essa revolução digital mudou a lógica da produção".

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda
Lula disse que governo quer elevar o Brasil a um patamar de desenvolvimento médio e reduzir a desigualdade Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 são duas das principais bandeiras da esquerda brasileira, recentemente encampadas pelo governo federal. O presidente já criticou o modelo e afirmou que é preciso aprofundar o debate sobre o tema.

Durante o evento desta quarta (28), Lula ressaltou que a sanção da isenção do IR tem grande importância, mas disse que a mudança não vai "salvar a humanidade brasileira". Ele afirmou que o governo quer elevar o Brasil a um patamar de desenvolvimento médio e reduzir a desigualdade.

Promessa de campanha de Lula, a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 é uma das principais apostas do petista para as eleições de 2026.

Cálculos do Ministério da Fazenda são de que cerca de 15 milhões de brasileiros devem deixar de pagar imposto com a nova regra. Para compensar a isenção, haverá cobrança maior para os chamados super-ricos, grupo de 140 mil contribuintes com ganhos acima de R$ 600 mil por ano, o que dá R$ 50 mil por mês.

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