Com a fusão, acionistas da Americanas (que tem ações ações ordinárias e preferenciais na Bolsa de Valores do Brasil, sob as siglas Lame3 e Lame4, respectivamente) irão receber, para cada papel, 0,18 ação ordinária da B2W. Ou seja, 18 ações para cada 100. Para efetuar este pagamento, a B2W irá emitir 39.355.391 ações ordinárias para os acionistas da Lojas Americanas. Todos os ativos, que valem pelo menos, R$ 6,27 bilhões, e passivos da Lojas Americanas, serão incorporados pela B2W.
A proposta de fusão surgiu em fevereiro e vem em um momento em que os impactos das medidas de isolamento social catapultaram o comércio eletrônico no país.
O acordo combina as operações de varejo digital e físico das companhias em um só, movimento que já foi feito, por exemplo, pelas concorrentes Via Varejo (Casas Bahia) e Magazine Luiza.
Entre os objetivos da operação, as empresas destacam que a companhia combinada criará "um motor de fusões e aquisições ainda mais poderoso para avaliar, negociar e integrar novas aquisições".
O negócio já foi aprovado pelos conselhos de administração das duas companhias e ainda será votado em assembleias pelos acionistas de ambas as empresas em 10 de junho.
Caso aprovada, a fusão se dará em duas etapas. Na primeira, os ativos operacionais de Lojas Americanas serão incorporados pela B2W, e a nova companhia americanas s.a. será listada no Novo Mercado da B3, o mais alto nível de governança corporativa da Bolsa de Valores.
Neste primeiro momento, que deve durar cerca de 40 dias, a Lojas Americanas seguirá listada na Bolsa brasileira, de forma transitória, como um veículo de investimento com participação na americanas s.a.
"A combinação das operações é uma oportunidade única de acelerar a evolução dos negócios. A nova companhia será mais poderosa e mais valiosa do que a combinação das partes, pois representará o resultado de uma soma contínua, um novo ecossistema totalmente integrado para gerar valor, com base em cinco pilares: efeito de rede, tecnologia proprietária, economia de escala, marca reconhecida, e uma plataforma de M&A [fusões e aquisições] ainda mais forte", diz o comunicado das companhias.
Ambas as companhias já vinham há meses anunciando parcerias entre si para a criação do chamado omnichannel, em que clientes podem fazer compras pela internet e optarem pela retirada de produtos em lojas físicas ou usarem infraestrutura de lojas como pequenos centros de armazenagem de produtos.