Uma americana de 39 anos precisou ser internada e ficou em estado grave depois de ser picada por cerca de 15 aranhas durante um acampamento com a família no Kansas, nos EUA. Britagne Miller foi atacada no Parque Estadual de Cheney, perto do Lago Cheney. Em entrevista à emissora americana KAKE, afiliada da ABC, ela disse: "Senti como se 15 aranhas subissem pelas minhas pernas e entrassem na minha camisa. Tenho pavor de aranhas. Fiquei com picadas dos dois lados da perna".
Dor intensa na perna direita levou Miller a ser internada no Hospital Wesley, em Wichita, em 4 de junho, após o episódio ocorrido em 28 de maio. Ela descreveu a sensação como se "sentisse como se estivesse sendo esfaqueada", segundo relato publicado pelo Daily Mail.
A família criou campanha para ajudar no tratamento. Uma vaquinha criada pelo marido, Jake Miller, diz que um grande hematoma se formou na panturrilha e exigiu cirurgia para retirar coágulos e drenar a área afetada. "Um hematoma enorme se formou na panturrilha direita dela devido à mordida", escreveu ele na página do GoFundMe.
O quadro clínico ficou mais delicado. Britagne Miller já tinha duas doenças sanguíneas raras e insuficiência hepática em estágio terminal, o que aumentou o risco de hemorragia. Na campanha, Jake afirmou que médicos chegaram a dizer que ela poderia ter "apenas dias a um mês de vida" e recomendaram cuidados paliativos.
A infecção causou necrose. Mesmo com sinais de melhora após transfusões e antibióticos, Miller teve infecção na corrente sanguínea e infecção por estafilococos, com necrose ao redor da área operada. "A infecção causou necrose do tecido ao redor dos pontos, e os médicos tiveram que realizar dois procedimentos à beira do leito para remover a pele morta e administrar antibióticos adicionais", relatou Jake no GoFundMe.
A família afirma que a recuperação depende de um transplante de fígado, mas que ela ainda precisa estabilizar o quadro para entrar no procedimento. Jake disse que a esposa segue decidida a continuar o tratamento e resumiu o momento: "Eu a vi suportar mais dor do que jamais imaginei que uma pessoa pudesse enfrentar, mas, de alguma forma, ela ainda encontra forças para lutar".
O marido afirma que perdeu o emprego ao ficar ao lado da mulher durante a internação e cuidar dos quatro filhos do casal, de 9, 12, 14 e 15 anos. "Como não consegui manter a jornada de trabalho exigida pelo meu empregador durante esta emergência médica, perdi o emprego", escreveu ele na campanha.
Em relato pessoal, Britagne disse que recebeu alta para continuar o tratamento em casa, mas ainda sente dor constante e usa um dispositivo de sucção na ferida da perna. Ela escreveu: "Finalmente me mandaram para casa. Os exames estão estáveis. Ainda há espaço para melhoras em várias áreas. Pelo menos os resultados não estão oscilando. Os rins estão funcionando bem. A situação do fígado ainda é incerta. A perna dói terrivelmente, sem parar.
Os médicos não identificaram a espécie com precisão, mas avaliam que as lesões são compatíveis com picada de aranha-marrom. Segundo o Daily Mail, essa é uma das duas espécies venenosas nativas do Kansas e pode causar desde irritações leves até lesões graves e infecções, dependendo da reação do organismo.