Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 16:59
BRASÍLIA - Após dias de desgaste político, a Câmara de Comércio Exterior recuou da decisão de aumentar o imposto de importação de 15 itens de informática e telecomunicações. Produtos como notebooks, placas-mãe, smartphones, roteadores, mouses, memórias e CPUs ficarão com suas alíquotas atuais.>
Uma decisão tomada no fim de janeiro elevou o imposto de importação de mais de mil produtos e gerou uma onda de reclamações de associações dos setores de máquinas e de eletroeletrônicos. Na última semana, integrantes do governo já admitiam desgaste com a decisão e acenavam para uma revisão das alíquotas. >
Para alguns, aumentar imposto de celular em um ano eleitoral era um erro de cálculo.>
Na reunião desta sexta-feira (27), além do recuo para os 15 itens de informática, a Câmara de Comércio Exterior acolheu pedidos de utilização do ex-tarifário e isentou 105 itens de bens de capital, informática e telecomunicações. A alíquota fica zerada por 120 dias.>
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Fernando Haddad, ministro da Fazenda, vinha defendendo o aumento das alíquotas e disse que a decisão tinha caráter regulatório. No fim de 2025, o governo Lula (PT) projetava uma arrecadação de R$ 14 bilhões com aumento de imposto de importação.>
"Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, mas impede que uma empresa estrangeira, utilizando um subterfúgio, consiga concorrer com a empresa que está instalada no Brasil com um produto similar", disse o ministro, na quarta (25).>
A Abinee, que representa os fabricantes de eletrônicos, divulgou nota e defendeu a resolução da Camex que aumentou o imposto de importação e classificou a medida como um "incentivo para a indústria local".>
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