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Confira opções para investir com pouco dinheiro

Há opções de aplicações no mercado a partir de R$ 30,89

Publicado em 03/11/2018 às 20h25
Matheus Fontana começou a investir poupando o salário de estagiário. Crédito: Ricardo Medeiros
Matheus Fontana começou a investir poupando o salário de estagiário. Crédito: Ricardo Medeiros

Ter pouco dinheiro não é desculpa para deixar de investir. No mercado financeiro, há opções de aplicações a partir de R$ 30 e que oferecem um retorno bem melhor que a caderneta de poupança. Mas antes de pensar em onde colocar o dinheiro, a primeira e mais importante dica: se obrigue a poupar, mesmo que pouco, devagar e sempre é possível chegar lá.

Na modalidade de renda fixa, o Tesouro Pré-fixado exige investimento mínimo de R$ 30,89. Nesse caso, há desconto de Imposto de Renda (IR) entre 15% e 22,5% sobre o ganho e não há cobertura pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas o risco é baixo, é o famoso risco soberano, já que o devedor é a União. Outra alternativa que segue essas regras e garante rentabilidade acima da inflação é o Tesouro IPCA, com valor mínimo de aplicação de R$ 31,22.

A assessora de investimentos Daniela Cade explica que, apesar de o investimento na poupança ser seguro, os rendimentos são muito baixos, embora seja isenta de IR.

“Acaba não compensando muito para o investidor. É importante levar em conta outros investimentos disponíveis no mercado”, orienta, ressaltando que é importante estar atento às aplicações de renda fixa ou variável, que têm liquidez diária ou mensal.

Quando criada, a caderneta tinha o objetivo de proteger o dinheiro da inflação e garantir o poder de compra. Não há valor mínimo para poupar e, mensalmente, 30 dias após a aplicação, o dinheiro é acrescido de juros. Contudo, se comparado a investimentos como os títulos públicos e os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, o retorno da poupança sempre perde.

A diferença de rentabilidade pode ser ainda mais gritante quando comparada às ações, que têm liquidez diária. O ponto aqui é o risco do mercado variável. Na Bolsa de Valores, é necessário investir pelo menos R$ 200 para ter retorno, orientam os especialistas.

Sobra do mês

Em meio às incertezas políticas e econômicas, o professor de Inglês, Matheus Fontana, de 23 anos, resolveu aplicar o dinheiro que sobrava no fim do mês e ingressou no mundo dos investimentos mesmo com uma quantia pequena.

“A primeira aplicação que fiz foi com o salário do meu estágio. Peguei parte do valor, cerca de R$ 800, e investi em LCA, por ser um investimento de renda fixa”, conta Fontana, que ficou empolgado ao ver seu dinheiro se multiplicar.

“Quando você vê que o dinheiro está rendendo, mesmo sem fazer nada, só por deixar ele ali, parado, é muito motivador. Me incentiva a querer investir cada vez mais”, afirma.

Analisando o atual cenário brasileiro, a economista Cecília Maria Entringer Perini faz um alerta: “Estamos enfrentando um período de incertezas políticas e econômicas. Por isso, cautela é fundamental antes de investir. É preciso estudar o mercado antes de fazer aplicações para não perder dinheiro ao invés de ganhar”.

MODALIDADES DE INVESTIMENTO

Caderneta

Poupança

Não há valor mínimo para guardar. Tem risco baixo e é isenta de Imposto de Renda. O ponto negativo é o baixo retorno. Atualmente rende 70% da Selic.

Renda Fixa

Tesouro Pré-fixado

Investimento mínimo de R$ 30,89. Há a cobrança de IR, entre 15% e 22,5%. Não é coberto pelo FGC, porém tem risco baixo.

Tesouro IPCA

O valor mínimo é de R$ 31,22. Tem rentabilidade acima da inflação, mas há a cobrança de Imposto de Renda (IR), entre 15% e 22,5%. Não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), porém tem baixo risco.

Tesouro Selic

O investimento inicial é de R$ 90,80. Nos títulos do Tesouro há a cobrança de IR, entre 15% e 22,5%. Não é coberto pelo FGC, porém tem baixo risco.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O valor da aplicação varia entre R$ 100 e R$ 2 mil, dependendo da instituição financeira.

Há desconto de IR. É coberto pelo FGC, para investimento de até R$ 250 mil, em caso de falência do banco. O risco é baixo.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Investimento inicial de R$ 5 mil, mas pode variar de banco para banco. É coberto pelo FGC, para investimento de até R$ 250 mil e não há cobrança de IR. O risco baixo.

Letra de Câmbio (LC)

Investimento inicial de R$ 5 mil, podendo variar de acordo com a financeira. Tem desconto de imposto de renda entre 15% e 22,5% e cobertura do FGC.

Fundos de investimento

O investimento inicial é de R$ 100, dependendo do fundo. Tem desconto de IR de 15% e não tem FGC. O risco médio, podendo haver perda de investimento dependendo da volatilidade do mercado.

Debêntures

O investimento parte de R$ 1 mil, mas pode variar. Diferente das normais, as debêntures incentivadas não têm cobrança do IR. Ambas não possuem FGC.

Renda Variável

Fundos imobiliários

Investimento a partir de R$ 60. Tem desconto de IR de 20% sobre o ganho de capital. Não tem FGC. Há risco de volatilidade.

Fundos multimercado

Valor mínimo de investimento de R$ 1 mil. Tem imposto de renda de 15% a 22,5% sobre o ganho líquido. Não tem FGC. Investimento com risco de desvalorização.

Ações

Embora seja possível comprar uma única ação que custa, em média, R$ 10, é necessário investir a partir de R$ 200 para ter retorno. O risco está na oscilação do papel devido à volatilidade do mercado financeiro. Tem desconto de IR de 15% sobre o ganho líquido. Nessa modalidade, não há FGC.

Derivativos

É possível investir a partir de R$ 100. A modalidade é muito mais arriscada do que comprar ações, por exemplo. Além disso, tem desconto de IR de 15% sobre o ganho e não está garantido pelo FGC.

 

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