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Conab deve liberar toneladas de milho para alimentar animais no ES

Produto estocado em Colatina e Cachoeiro será usado para evitar que animais sejam sacrificados. Nenhum edital, porém, ainda liberou o uso

Publicado em 28/05/2018 às 16h58
 . Crédito: Divulgação/Sindicato Rural Brasil
. Crédito: Divulgação/Sindicato Rural Brasil

Diante da situação enfrentada pelos criadores de aves e suínos, com a possibilidade de sacrifício de animais por falta de alimentos, por causa da greve dos caminhoneiros, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve liberar nos próximos dias 6 mil toneladas de milho, é o que afirma a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).

De acordo com o secretário da pasta, Ideraldo Lima, serão liberadas 6 mil toneladas de milho que estão armazenados no Estado. Desse total, metade está em Colatina, na Região Noroeste, e as outras 3 mil toneladas estão guardadas em Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul do Estado. 

Segundo o secretário, esta é uma medida necessária, já que, devido à produção animal do Espírito Santo ser de grande escala, o efeito dos prejuízos causados pela perca de animais será sentido a médio e longo prazo e será "danoso à economia capixaba".

Procurada pela reportagem para comentar a respeito do estoque de milho, a Conab disse que ainda não há nenhum edital autorizando a liberação e comercialização de milho no Estado.

CARGA INTERCEPTADA

Outra ação para tentar aliviar a situação dos produtores foi a de buscar milho e farelo de soja em Minas Gerais. "No sábado, 26, montamos uma estratégia de ir até Uberlândia (MG) buscar farelo de milho e soja. A operação está em andamento, mas enfrentamos dificuldades", comentou o secretário de Estado da Agricultura.

Ao todo, 50 carretas vazias escoltadas pela Polícia Militar, cada uma carregada com 30 toneladas de milho e farelo de soja, saíram de Santa Maria do Jetibá para buscar ração para aves e suínos em Minas Gerais. O comboio foi interceptado na BR 262, na altura de Brejetuba, pelo movimento dos caminhoneiros manifestantes, onde continuavam presas até a publicação desta reportagem, às 22 horas.

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