Capixabas têm R$ 2,5 bilhões investidos na Bolsa de Valores

Atualmente, o Espírito Santo é o nono Estado com o maior valor aplicado em bolsa, o que reapresentou 1,08% do total operado em abril

Publicado em 13/05/2019 às 22h12
Atualizado em 14/02/2020 às 14h55
Bolsa de Valores . Crédito: Divulgação
Bolsa de Valores . Crédito: Divulgação

O mercado de ações tem chamado cada vez mais a atenção do capixaba como forma de fugir do baixo rendimento da renda fixa. Ao todo, os investidores do Espírito Santo já possuem mais de R$ 2,52 bilhões investidos no mercado de ações da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Ao todo, 19.953 estão apostando no mercado de renda variável.

Atualmente, o Espírito Santo é o nono Estado com o maior valor aplicado em bolsa, o que reapresentou 1,08% do total operado na B3 em abril. Segundo dados de abril, do total de investidores no Estado, 16.218 são homens e 3.735 mulheres.

Eles foram responsáveis por aportar R$ 2,11 bilhões do valor total investido naquele mês. Já as investidoras correspondem a R$ 411,49 milhões do total aplicado. Segundo os dados da bolsa, cada investidor capixaba opera, em média, R$ 126,53 mil, sendo que a média feminina é de R$ 110,17 mil e a masculina de R$ 130,3 mil.

De acordo com especialistas, desde o final de 2018, o capixaba procurou incorporar o risco à sua carteira de investimentos. Isso ocorreu principalmente porque grande parte dos investimentos em renda fixa passaram a render menos.

Segundo o economista da Investor Investimentos, Gustavo Moraes Mota, um bom Certificado de Depósito Bancário (CDB) está rendendo uma média de 6,5% ao ano. Descontada a inflação de 4%, o rendimento líquido será de 2,5% ao ano. Já a poupança está rendendo 0,37% ao mês.

“As pessoas estão abrindo mão da garantia de um baixo rendimento em um investimento de pouco risco para entrar no mercado de ações em busca de rentabilidade”, explica.

O economista e chefe da mesa de renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, lembra que não é possível comprar ações diretamente na bolsa. “Primeiro, é preciso buscar conhecer mais sobre o mercado de ações. Depois, a pessoa precisa abrir uma conta em uma corretora, para assim começar a aplicar o dinheiro”, comenta.

Ainda segundo o especialista, é importante ter em mente que esse tipo de investimento é para ter retorno a longo prazo. ”Você tem quem entrar pensando que será um sócio daquela empresa da qual vai comprar as ações. Além disso, quanto maior for o período que deixar o dinheiro alocado no investimento, menor risco terá”, aconselha.

NO PAÍS

Em todo o Brasil, mais de um milhão de pessoas têm ações na bolsa. Desse total, 818,7 mil são homens e 175,91 mil mulheres. Ao todo, R$ 234,3 bilhões são negociados em ações na B3.

Segundo dados da bolsa, entre os investidores, 97,71% (1.046.244) são pessoas físicas e apenas 2,29% (24.570) são pessoas jurídicas.

7 DICAS DE COMO INVESTIR E GANHAR DINHEIRO NA BOLSA

Por Geraldo Campos Jr

Luiz Fernando Roxo . Crédito: Vitor Jubini
Luiz Fernando Roxo . Crédito: Vitor Jubini

"Investir na Bolsa de Valores não é coisa só para rico". Essa é a avaliação do economista e sócio fundador da Zen Economics, Luiz Fernando Roxo. Ele acredita que qualquer pessoa com algum recurso disponível pode aplicar e entrar no mercado financeiro. Algumas ações podem ser compradas com poucos reais, basta pesquisar.

Em bate-papo com o Gazeta Online, Roxo respondeu como investir e ganhar dinheiro na Bolsa de forma prática. "Qualquer um pode fazer, mas é algo complexo, então é preciso entender aonde está se metendo e quais os riscos envolvidos", ressalta.

Entre as principais dicas, ele afirma que é preciso fugir dos extremos. Isto é, não 'apostar' tudo em ações de alto risco, mas também não ficar apenas nos investimentos conservadores. "Em um você pode perder tudo. No outro você fica desestimulado porque o retorno demora a vir. O ideal é saber partilhar isso".

A teoria que Roxo defende se relaciona diretamente com o mercado financeiro. Para ele, uma pessoa 'antifrágil' é aquela que cresce em qualquer situação, sobretudo as de adversidade. "As pessoas precisam de estresse e de caos, e a Bolsa é assim. Os investimentos, assim como a gente, precisam de um zigue-zague, mas é preciso descobrir como se beneficiar no caos. É aquele velho conselho de avó: 'O que não te mata te fortalece'", comenta.

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